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Governo "persiste nos erros" que levam a aumento do desemprego

09/02/2012 12:52
Lusa
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CGTP, desemprego, Governo
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O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse hoje à Lusa que o Governo "persiste no erro" ao adotar políticas e medidas que levaram ao aumento exponencial dos números relativos ao desemprego em 2011. A Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) informou quarta-feira que o número de empresas que recorreram ao despedimento coletivo mais do que duplicou em 2011, face ao ano anterior, à semelhança do número de trabalhadores despedidos, que ultrapassou os 6.500.

"Este Governo persiste no erro, mais a mais depois de conhecer e ser confrontado com o que se está a passar na Grécia. Porque o que se está a passar na Grécia é rigorosamente decorrente das políticas que ali estão a ser implementadas e que são muito idênticas às que este Governo persiste em implementar em Portugal", alertou o sindicalista.

Segundo o secretário-geral da CGTP, os números anunciados pela DGERT têm "uma relação direta com as políticas económicas que têm sido levadas a cabo pelos últimos governos e particularmente por este".

Arménio Carlos sublinhou igualmente que existe um "aproveitamento de várias entidades, que, sem escrúpulos procuram, a partir desta situação de crise fazer reestruturações para despedirem trabalhadores com vínculos efetivos na perspetiva de os substituir por trabalhadores contratados a prazo".

O secretário-geral da CGTP chamou ainda a atenção para um estudo do Banco de Portugal "que prevê que, no período de 2008 a 2013, possam desaparecer 452.000 postos de trabalho".

O sindicalista aproveitou ainda a ocasião para apelar aos portugueses para que, no domingo, participem numa manifestação de protesto contra as políticas do governo no Terreiro do Paço, em Lisboa, transformando-o no "Terreiro do Povo". "Esta política, que promove a recessão económica, que produz uma riqueza ao nível de 2001 no que diz respeito ao produto interno bruto e que vai levar a que nosso país fique com uma dívida de 112% em 2013, ou seja 20 pontos acima daquilo que se passava há um ano, é evidente que é uma política de desastre", indicou.
 

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