O líder parlamentar do PS-Madeira, Carlos Pereira, afirmou hoje que o programa de ajustamento financeiro "é um plano suicidário, injusto e impraticável que vai transformar a Região na casa dos horrores".
O deputado socialista madeirense declarou ainda, em conferência de imprensa no Funchal, que "ninguém no seu perfeito juízo aceitaria este plano" que foi apenas assinado pelo Governo Regional.
"Este plano configura que Jardim demonstrou que não está à altura dos acontecimentos e falhou em toda a linha naquilo que era esperado e os madeirenses esperavam dele", sublinhou, perspetivando que começaram agora "os piores quatro anos da história da Madeira".
Carlos Pereira criticou o que classifica de "meia mentira" do presidente do Governo madeirense, sustentando que o "empréstimo que Alberto João Jardim obteve da Republica não dá para meia missa, nem para metade daquelas que são as necessidades da Madeira".
Por isso, adiantou que "seguramente dentro de um ano, ano e meio, Jardim vai ter que renegociar este plano e mais dinheiro e vai ter que impor mais sacríficos aos madeirenses", considerando que com este acordo o presidente do Governo Regional "apenas quis safar sua situação, encontrar a sua boia de salvação e esqueceu a situação dos madeirenses".
O parlamentar apontou várias deficiências deste plano de ajustamento financeiro, referindo, entre outros aspetos, que, apesar da promessa, não permitirá pagar as dívidas atrasadas aos fornecedores na ordem dos dois mil milhões de euros, e estes "que ficarão em segundo plano", por causa das obrigações que o Governo Regional tem de pagar à banca internacional.
"Não tem um plano para os graves problemas de financiamento das empresas, não resolve agenda para o crescimento económico", frisou o deputado.
Carlos Pereira referiu ainda que a questão das reduções no lado da despesa "não está bem explicada, porque Jardim diz que será reduzida em 2012 em 550 mil milhões de euros, o que não é exequível, nem é praticável e cortar a metade das despesas significa uma espécie de desvario programático, não sendo possível fazer isto sem entrar numa profunda divisão social na Madeira".
Acrescentou também que os previstos "cortes na educação e saúde corresponderão a uma desestruturação destes serviços públicos", opinando que a estratégia traçada por Jardim, com o aumento de impostos, é "uma tempestade perfeita em cima do povo que afetará a vida das pessoas e a tornará quase insuportável".
"Este plano entrega de bandeja a autonomia da Madeira, porque deixamos de ter um Governo Regional e passamos a ter um capataz da República que nem autorização tem para mexer nas contas da Região, quem mexe é o Ministério das Finanças, quem manda e o Governo PSD/CDS", realçou.
Carlos Pereira concluiu que "neste plano a austeridade é muito maior que o traçado na carta de intenções".
Agora a culpa é dos outros.
Estes Senhores,...


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