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Acordo com a Madeira é nova face da "receita de empobrecimento"

28/01/2012 18:00
Lusa
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O secretário-geral do PS, António José Seguro, criticou hoje o programa de assistência financeira à Madeira, por insistir na "receita de empobrecimento" aplicada no Continente.

É "um acordo entre familiares do PSD, que aplica àquela região autónoma a mesma receita do Continente, isto é, empobrecer", disse o líder socialista, acrescentando que a Madeira "vai ser duplamente prejudicada" com esta opção.

Para a Madeira como para o país, a solução passa, na perspectiva de António José Seguro, por "gerar riqueza", porque só assim se conseguirá "criar emprego e pagar as dívidas".

Falando em Montalegre, onde visitou a Feira do Fumeiro, António José Seguro reiterou críticas "à lentidão" das instâncias europeias na reacção à crise das dívidas soberanas e preconizou um papel mais activo do Banco Central Europeu, nomeadamente a possibilidade de emitir moeda.

Defendeu ainda a possibilidade de emissão de euro-obrigações e a criação de um governo económico.

"Não podemos ter uma união monetária e não termos um governo económico que ajude a dinamizar a economia da zona euro. A austeridade sobre austeridade foi o caminho que conduziu a Grécia e este caminho e é o que está a acontecer em Portugal", disse.

Citou a propósito indicadores conhecidos em Janeiro, ao nível do desemprego e do índice de confiança na economia, "que revelam que a austeridade e o empobrecimento não são solução".

Questionado pelos jornalistas sobre o cenário de Portugal dentro de quatro anos, não respondeu directamente: "Não quero acreditar que esta política continue. Espero que haja um rebate de consciência por parte do primeiro-ministro em Portugal e dos líderes europeus".

António José Seguro sublinhou, de resto, que os líderes europeus "começam agora a preocupar-se com o crescimento económico" e manifestou o desejo de que essa preocupação se traduza em "medidas concretas".

O outro nível, o dirigente socialista exigiu que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, esclareça uma notícia dada hoje pelo Público segundo a qual Silva Carvalho preparou um plano para reestruturar as secretas quando já se encontrava ao serviço da empresa Ongoing.

"É necessário que o primeiro-ministro venha a público esclarecer essa notícia. Ao longo dos últimos meses tem surgido várias notícias que envolvem os serviços secretos portugueses. São serviços demasiado sensíveis e tem que haver transparência", frisou, realçando as sucessivas notícias que relatam "casos de promiscuidade" envolvendo os serviços secretos.

Já sobre a Justiça, criticou a proposta de reformulação do mapa judiciário, que prevê apenas um tribunal por distrito, considerando que se trata de "insistir no erro de encerrar serviços para introduzir racionalidade económica".

"Há determinadas populações que quase já não têm serviços públicos", disse Seguro.

O dirigente socialista defendeu, por outro lado, que se deve manter a tolerância de ponto no Carnaval, "não só por razões culturais, mas também por razões económicas", tendo em conta que se trata de festejos que são, em muitas localidades, "factores de dinamismo económico".

De resto, considerou que "pôr os portugueses a trabalhar mais dias não é solução", mas sim "trabalhar melhor" com melhor organização das empresas e mais inovação.

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Comentários

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Este seguro pode morrer de velho mas muito burro.

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Realmente pagar pelos erros de um governante já é muito , mas a Madeira tem que pagar pelo erro de dois, Socrates e Alberto João.
Chiça que é demais.

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Amândio Madaleno, Presidente do PTP.
Não há justificação para que o PSD inviabilize o crescimento económico da Madeira. Já se viu que as medidas impostas pelo Governo do PSD não levam a lado nenhum, apenas visam fazer com que os portugueses fiquem mais pobres - segundo o PM é esta a solução -
O Dr. Jardim ao aceitar sem mais este acordo relegou a autonomia para segundo plano.
O PS enquanto foi Governão nunca apresentou medidas concretas para assegurar o crescimento económico. Só agora parece ter percebido que não basta fazer cortes.
A questão fundamental prende-se com redução das despesas do Estado; com o comabte à corrupção e com os cortes nas reformas dos politicos, a começar pelo PR.
Impõe-se mudar de politicas e isso só se consegue com a mudança de politicos.
É urgente identificar quais os politicos no activo que estão dependentes da Maçonaria! Quais os custos para o País de várias "promiscuidades".
A justiça não se melhora apenas com instalações carissimas!
O que fazer do pessoal excedente que resulta da redução do número de tribunais.
O povo tem de confiar na Justiça; tem de estar ciente da isenção, transparência e independência.
Com o PTP vamos criar uma nova geração de politicos.

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meu caro com o PTP se a nova geração de políticos é os exemplos que temos na RAM então o fracasso não é só certo, como também a aniquilação...já reparou que este grupo parlamentar do PTP na ALRAM ainda nada fez, comparados com o 1 deputado do PCP...uma vergonha...não é só a espernear que se faz politica...as soluções também são necessárias...na politica da RAM já temos palhaços que cheguem...

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...tem toda a razão "esta receita não serve", inclusive o FMI já alertou para a necessidade de se parar com o excesso de austeridade; como se promove o emprego o crescimento economico e a poupança, em pleno progarama de austeridade e consequente recessão economica; a verdade é que esta crise alertou para a necessidade, daquilo que sempre deveria ter sido uma regra de ouro, rigor e transparência na administração da cousa publica, os despesismos e desperdicio do estado, delapidaram o mesmo a par de uma crescente e doentia, que se tornou quase "ser normal", corrupção; o plano de assistência financeira á RAM, peca por ser excessivo na austeridade, mas é de enaltecer ter introduzido regras e formas de controle, coisa que nunca existiu na RAM, a Grecia é um exemplo daquilo que nunca se devria ter feito a nivel de ajuda financeira a um Estado da UE, agora como aceitará a Grecia um comissario europeu a "vigiar os desvios ao OE Grego", tipo vice-rei da UE na Grecia...ridiculo...

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