Alberto João Jardim disse que o Governo da República "impôs a sua vontade" ao confirmar a subida de 16 para 22 pontos percentuais na taxa do Imposto sobre o Valor Acrescentado.
À RTP, momentos depois da reunião com o primeiro-ministro, o líder do executivo madeirense disse tratar-se de um programa "duro, mas exequível", comparando-o a uma corrida de obstáculos.
"Vamos ver quem ganha a corrida, quem cumpre melhor a sua parte do programa, se a Região Autónoma da Madeira, se a República", atirou.
Questionado sobre o aumento da taxa do IVA na Madeira para 22%, o presidente do Governo Regional disse que o Governo "impôs a sua vontade".
Já acerca dos juros a pagar pela assistência financeira, referiu que "os encargos da Madeira são iguais" aos do Continente.
"Os prazos são iguais. A Madeira não é beneficiada nem prejudicada", frisou, precisando que o programa "não tem nenhuma cláusula que significasse o abdicar de direitos constitucionais por parte da Região".
Alberto João Jardim acrescentou que a Madeira mantém "o tecto de investimento", mas vai "buscar mais fundos europeus".
O programa de assistência financeira à Região Autónoma da Madeira será apresentado em conferência de imprensa na sexta-feira à tarde no Funchal.
Na reunião ontem, em São Bento, Lisboa, entre Pedro Passos Coelho e Alberto João Jardim ficou estabelecido que a Região Autónoma da Madeira assumirá a responsabilidade pelo capital e pelos juros da sua dívida, segundo fonte do gabinete do primeiro-ministro.
Alberto João Jardim saiu da residência oficial do primeiro-ministro sem prestar declarações aos jornalistas.
Agora a culpa é dos outros.
Estes Senhores,...


8 comentários


