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BE pede intervenção do Presidente da República

11/01/2012 16:32
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Devido à situação de "desespero social provocada pelo Governo Regional", o coordenador do BE, Roberto Almada, defendeu hoje a intervenção do Presidente da República para "acudir" a população madeirense, numa altura em que as dificuldades aumentam, e para ver se o Governo Regional tem "condições" para se manter em funções.

"Nesta situação de calamidade social em que nós actualmente vivemos, há que exigir a intervenção dos órgãos de soberania", defendeu, recordando quem, por falta de dinheiro, não consegue, neste momento, comprar a medicação por inteiro e os funcionários públicos que se arriscam "a não receber salários já este mês de Janeiro".

Roberto Almada recordou também que, na Região, pequenas e médias empresas "definham" e algumas delas "estão à beira de fechar as portas porque o Governo Regional não paga a tempo e horas". "Na Madeira, a fome e a miséria aumenta de tal forma que é quase insuportável viver com alguma dignidade", continuou.

O coordenador do BE entende que, perante tantas dificuldades, é preciso "exigir a intervenção do Presidente da República, no sentido de, junto do Governo da República, acudir a uma parte dos portugueses deste arquipélago que estão a ser violentados e espezinhados na sua dignidade". "É preciso exigir que o Governo da República, através do Ministério das Finanças, trace imediatamente, e não é daqui a uns dias, um plano de emergência para acudir já às necessidades financeiras mais imediatas da população da Madeira e Porto Santo", sublinhou, acrescentando que é também urgente que a Associação Nacional de Farmácias seja chamada a Belém, no sentido de "colocar um ponto final nesta situação que faz com que as farmácias não dispensem os medicamentos com a devida comparticipação".

"É preciso que o presidente da República reúna imediatamente o Conselho de Estado para avaliar se o actual Governo Regional da Madeira tem condições de se manter em funções ou se seria mais benéfico para os madeirenses partirem para uma situação que possa levar a que o Governo Regional seja substituído, nem que para isso, seja necessário partir para a última solução que constitucionalmente é possível partir", rematou. 

 

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