O presidente do PSD-Madeira e do governo regional, Alberto João Jardim, afirmou hoje o aumento da divida da região autónoma "não é nada comparado com a vergonha da do Continente".
Jardim fez a afirmação durante um discurso no primeiro jantar-comício, na Ribeira do Faial, no concelho de Santana, no norte da ilha, em período de pré-campanha para as eleições legislativas regionais na Madeira, que decorrem a 09 de outubro.
"A dívida subiu, mas não é nada comparado com a vergonha do Continente. Fizemos uma dívida, mas está aí para ser usada, gerações após gerações, mas eles gastaram em bens de consumo. Foram irresponsáveis", disse.
Dirigindo-se aos eleitores, "pediu" a sua ajuda para alcançar os quatro principais pontos do seu programa para os próximos quatro anos: "Restaurar as finanças da região, concluir as obras que faltam fazer, manter o Estado social e alargar a autonomia".
Sustentou que os madeirenses, se "têm de fazer os mesmos sacrifícios que os outros portugueses fazem, também têm o direito a que Estado português ajude" a região, até porque "quem fez a dívida da Madeira foi a pouca vergonha do Estado português quando lá estavam os socialistas".
O líder social-democrata insular, há mais de três décadas, declarou que as próximas eleições são "mais uma vez para ganhar, não por poucos como no futebol, mas por muitos".
Salientou a que disse ser a "revolução tranquila" efetuada pelo PSD-M ao longo dos anos, enunciou as muitas infraestruturas construídas e perguntou: "O que era hoje a Madeira se eu não tivesse sido teimoso, atacado por Lisboa e outros partidos?".
Disse que tinha prevenido: "Eu avisei a tempo que isto não ia acabar bem. Ninguém pode dizer que tive cumplicidade com aqueles que destruíram a nossa pátria e Portugal. Não venham dizer que a culpa é da Madeira, porque é daqueles senhores que não quiseram ouvir os bons conselhos do povo madeirense".
Jardim afirmou ainda que nas eleições de 09 de outubro o partido "vai ter uma confortável maioria absoluta".
Garantiu que ainda se sente com forças "para aguentar a bernarda que vem aí", apesar do "o País estar a naufragar" e acusou os "os interesses que oprimiram o povo da Madeira" de quererem "tomar conta disto".
O PSD-M pretende iniciativas idênticas para reunir os seus militantes e simpatizantes, estando agendados jantares-comícios em Gaula (Santa Cruz) e Seixal (Porto Moniz) para o próximo fim-de-semana.
As eleições legislativas vão permitir escolher os 47 deputados do parlamento madeirense.
Também acho...já é altura do PS/M ser...


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