O Bloco de Esquerda anunciou hoje que pretende avançar com um conjunto de propostas que visam repor a normalidade democrática na Madeira e eliminar alguns privilégios exclusivos de governantes e deputados regionais. "O sistema político na Região tem vindo, durante os 30 anos da Autonomia, a degradar-se. Temos hoje uma sociedade formalmente democrática, mas que apresenta demasiados tiques do autoritarismo próprio dos regimes totalitários. O poder afasta-se dos cidadãos, das suas reivindicações e aspirações, e confunde-se perigosamente com os grandes interesses económicos que se foram constituindo à sombra de um poder que, simultaneamente, alimentam e suportam", disse o coordenador 'bloquista', Roberto Almada, numa conferência de imprensa realizada na sede partidária.
Entre as medidas que vão constar do programa eleitoral do BE e que deverão ser objecto de propostas nos parlamentos está a alteração à lei das incompatibilidades para abranger os deputados regionais. "Contrariamente ao resto do país, onde, por exemplo, um deputado não pode aprovar leis que o vão beneficiar enquanto empresário, na Região Autónoma da Madeira não estão salvaguardadas quaisquer reservas", alertou Roberto Almada. O BE quer ainda acabar com as subvenções vitalícias e subsídios de reintegração, bem como eliminar a possibilidade de acumulação de pensão de reforma e salário por parte de deputados e governantes. Reduzir as verbas a transferir para os partidos políticos, abertura do direito de iniciativa legislativa dos cidadãos no parlamento regional e criação de mecanismos que impeçam a concentração de meios de comunicação social são outras propostas da mesma força política. Por fim, o BE defende ainda a revisão do Estatuto Político-Administrativo da Madeira no sentido de uma maior consolidação da Autonomia e "rejeita qualquer revisão constitucional que nos leve para caminhos federalistas, que são a negação da própria Autonomia".
Também acho...já é altura do PS/M ser...


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