O Movimento Partido da Terra (MPT) exigiu hoje mais polícias no concelho de Câmara de Lobos considerando que, só assim, se devolve tranquilidade à população.
"O concelho tem alguns problemas de pequena criminalidade, devido ao número elevado de toxicodependentes, situação que gera insegurança aos comerciantes e aos idosos", explicou à agência Lusa o presidente do MPT-Madeira, João Isidoro.
Para colmatar o problema, João Isidoro defende o aumento do efectivo policial na esquadra da sede do concelho, reclamando, igualmente, a reabertura do posto do Estreito e a criação de um outro na freguesia do Curral das Freiras.
"O posto policial do Estreito, que fechou há cerca de cinco anos, tinha um piquete mínimo, mas era importante para a população", declarou o dirigente do Partido da Terra.
Considerando igualmente relevante a abertura de um posto na freguesia do Curral das Freiras, João Isidoro sublinhou "as condições muito específicas" desta freguesia, a "única" do arquipélago "sem ligação directa à sede do concelho", que exige passagem pelo Funchal.
João Isidoro acrescentou que o Estado "não se pode desresponsabilizar da missão que constitui a segurança", referindo que, no seu entender, "nenhum outro meio de vigilância tem o efeito dissuasor como a presença policial".
Questionado sobre a exequibilidade das pretensões do partido, na sequência as declarações, na segunda-feira, do director nacional da PSP, que reconheceu a existência de dificuldades financeiras, o dirigente sugeriu que "se poupe naquilo que é supérfluo para acudir ao que é essencial".
"Não há mais desculpa para não resolver estas situações", declarou, sustentando que nos últimos seis anos, de governação socialista, "PSD e CDS defenderam o aumento de efectivos, a reabertura de postos e novas esquadras".
João Isidoro acrescentou que o que suceder em termos de segurança "deve ser responsabilizado a estes dois partidos, por não cumprirem as promessas às pessoas".
De acordo com os Censos 2011, residem no município de Câmara de Lobos quase 36.000 pessoas.
Fonte da direcção nacional da PSP informou à Lusa que a esquadra na sede do concelho tem cerca de 50 efectivos, a que acrescem os elementos afectos à divisão policial de Câmara de Lobos.
"São os elementos que a PSP considera necessários e suficientes para garantir a segurança de pessoas e bens, sendo, se necessário e em casos excepcionais, reforçados com agentes das esquadras adjacentes", adiantou esta fonte, esclarecendo que "a criminalidade no arquipélago no primeiro semestre decresceu mais de 13% quando comparada com período homólogo de 2010".
Também acho...já é altura do PS/M ser...


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