O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje compreender a ausência do presidente do partido e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na festa anual dos sociais-democratas da região, que decorre no Chão da Lagoa.
"Gostava de estar com os meus amigos, entre os quais o líder do PSD", afirmou Alberto João Jardim, pouco depois de ter chegado ao recinto, num carro descapotável, e quando fazia o tradicional périplo pelas 58 tasquinhas que representam as freguesias do arquipélago e estruturas do partido.
Questionado se lamenta a ausência de Pedro Passos Coelho, o presidente do PSD-M e líder do Governo Regional, respondeu afirmativamente: "Tenho [pena] mas compreendo".
"Já estava combinado assim, quando ele esteve cá no congresso em abril, se ele fosse primeiro-ministro ia ser complicado vir para aqui, até porque uma festa destas tem sempre rasteiras e os senhores jornalistas, normalmente, focam é as rasteiras e não focam o essencial", declarou, para imediatamente acrescentar: "De maneira, é uma questão de proteção para o próprio primeiro-ministro".
Já sobre as críticas que no sábado, também no Funchal, o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, dirigiu ao seu governo, devido ao endividamento, Alberto João Jardim observou: "Não falo de pessoas que não conheço".
Perante a insistência dos jornalistas, o líder do PSD-Madeira explicou que desconhece "a lista toda dos ministros e dos secretários de Estado".
Alberto João Jardim reiterou que espera a presença de Passos Coelho na campanha eleitoral para as legislativas regionais, estendendo o desejo aos dirigentes de outros partidos: "Eu gosto que todos venham, até os da oposição, que é para fazer despesa nos hotéis".
Dizendo-se satisfeito e manifestando boa disposição, Alberto João Jardim garantiu, ainda, estar bem de saúde: "Se os meus adversários não me rogarem pragas...", retorquiu.
Sobre a iniciativa na herdade do Chão da Lagoa, propriedade da Fundação Social Democrata, o dirigente do PSD-M salientou que se trata da "maior festa do povo madeirense, que tem aqui a sua identidade a se revelar, porque é uma festa da autonomia".
"Autonomia é a nossa liberdade e este povo, depois de 500 anos de colonialismo, este povo agarrou a sua liberdade", realçou Alberto João Jardim, reconhecendo, contudo: "Ainda não é a liberdade que queremos, mas um dia teremos a autonomia que desejamos dentro do quadro da unidade nacional".
Quarenta mil pessoas são esperadas hoje na festa anual do PSD-Madeira, este ano, à semelhança das três últimas edições, sem a presença de qualquer figura nacional do partido. Marques Mendes foi o último presidente do PSD a estar presente nesta iniciativa, em 2007.
O momento político do dia está reservado para as 14:30, quando começam os discursos, primeiro do secretário regional do PSD-M, Jaime Ramos, seguindo-se os do líder da JSD-M, José Pedro Pereira, e do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque.
Alberto João Jardim, presidente do PSD-M desde 1976, encerra os discursos, prosseguindo a festa com o cantor brasileiro Netinho.
Também acho...já é altura do PS/M ser...


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