O presidente do PS-Madeira, Jacinto Serrão, afirmou hoje, no Funchal, que se o partido contribuir para retirar a maioria absoluta ao PSD-M nas eleições legislativas regionais de 9 de Outubro seria "um passo muito positivo".
"Eu acho que se o PS contribuir já para a retirada da maioria absoluta, deixando o PSD sem a maioria que esmaga os direitos da oposição, que esmaga um conjunto de direitos de cidadania na região, obrigando-o a ouvir as propostas de outros partidos, já seria um passo muito positivo", declarou à agência Lusa Jacinto Serrão.
"À margem da apresentação da candidatura socialista à presidência do Governo Regional da Madeira, o líder do PS-M salientou que "um partido que se apresenta como alternativa de poder anseia é conquistar a maioria do eleitorado", dizendo acreditar que o partido está a "dar passos nesse sentido e que, mais cedo ou mais tarde", os socialistas serão chamados a governar a Região Autónoma da Madeira.
Já no discurso de apresentação da candidatura, Jacinto Serrão explicou que a escolha de Maximiano Martins para liderar a lista socialista às eleições "não corresponde a uma demissão do presidente".
"Esta decisão demonstra que o PS é diferente dos outros, ou melhor, de outros, dos que se movem por atitudes 'aparelhísticas' e para satisfazerem interesses que não são os do bem comum", considerou, realçando a "competência" e "credibilidade" de Maximiano Martins e o empenhamento em "contribuir para uma alternativa política que ofereça aos madeirenses a renovação".
Já Maximiano Martins, economista de 61 anos, prometeu colocar na ordem do dia os "problemas reais do quotidiano dos madeirenses", como "o desemprego, as desigualdades, as dificuldades das empresas, a pobreza e o endividamento gigantesco e irresponsável".
"Sei qual é a resposta do adversário principal, todos sabem, (...) apenas e só ataque pessoal e calúnia", afiançou, convicto de que em outubro o PS-M pode marcar "o fim da maioria absoluta".
Com isso, acrescentou, será "o início do fim da prepotência na vida política, económica e social, o fim dos interesses que se sentam à volta da mesa do orçamento contra o interesse superior público e coletivo, o fim da desvalorização lastimável do poder legislativo e de fiscalização democrática na Madeira, o fim do desnorte, da demência na gestão da coisa pública, o fim da coação, da intimidação e do medo".
"Quero ajudar a marcar este momento, quero trazer a serenidade e a pacificação que a vida política da Madeira merece, quero devolver educação e urbanidade à vida politica madeirense, quero trazer a visão estratégica de futuro que nos falta", concluiu o candidato.
O PSD-M lidera a Região Autónoma da Madeira desde 1976, sempre com maioria absoluta. Nas últimas eleições legislativas regionais, em maio de 2007, o PS-M obteve 64,24 por cento dos votos, elegendo 33 deputados para a Assembleia Legislativa. O PS-M, a segunda força mais votada, conquistou 15,42 por cento dos votos e sete lugares no Parlamento.
Também acho...já é altura do PS/M ser...


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