A maioria parlamentar do PSD-M chumbou hoje uma iniciativa socialista que visava apurar "o que correu mal na gestão e implementação" do fundo de risco "Madeira Capital", alegando que todas as informações já tinham sido dadas pelas entidades competentes.
O fundo de risco foi constituído em Setembro de 2004 pela vice-presidência do Governo Regional, através do Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDE), com um capital social de quatro milhões de euros, geridos através do banco BANIF, fechado em 2009, com o objectivo de fomentar o empreendedorismo.
Carlos Pereira, do PS-M, alegou que "ao fim de seis anos, [o projecto] teve 14 candidaturas", tendo apoiado "apenas três empresas", o suficiente, no entender do deputado, para que o Governo explicasse aquilo que considerou ser "um falhanço estrondoso do projecto".
A maioria PSD-M acabou por chumbar o pedido da constituição da comissão eventual de inquérito, justificando o parlamentar Pedro Coelho, da maioria, que o IDE já tinha respondido "a tudo" e alegando que gostaria mais de saber quais as questões políticas por detrás da insinuação socialista de falta de "estratégia do governo regional em implementar o empreendedorismo na Região".
Para o efeito, mostrou seis panfletos de iniciativas da vice-presidência que demonstravam existir estratégias nesse sentido.
A oposição, através de Lino Abreu, do CDS-M, acusou o executivo de Jardim de sonegar explicações considerando que a culpa do falhanço se deveu ou "ao banco ou foi do IDE", afirmando ainda que o fundo beneficiou empresas que "foram à falência".
Leonel Nunes, do PCP-M, não questionou a "existência das comissões de inquérito", mas considerou não ser o bastante pois, apesar do fundo ter acabado, a criação de outro "pode ter o mesmo fim".
Roberto Almada, deputado do Bloco de Esquerda, afirmou que as comissões de inquérito no parlamento madeirense "são uma autêntica farsa, são uma autêntica fraude porque estão, desde o início, boicotadas pelo PSD".
Roberto Vieira, do MPT-M, garantiu que apesar do chumbo da maioria, iria pedir a presença, em audição parlamentar do vice-presidente, "porque cabe a ele tirar as dúvidas".
António Fontes, do PND, sugeriu que fosse criada uma comissão de inquérito "para estudar porque é que as comissões parlamentares não funcionam" no parlamento madeirense.
O parlamento regional votou ainda, com quatro meses de atraso, um voto de saudação do PCP-M, relativamente à greve geral de 24 de Novembro de 2010, numa situação que o deputado bloquista Roberto Almada, considerou "uma idiossincrasia" do regimento que "permite que cinco seis meses depois estejamos a discutir votos que foram apresentados meses antes", disse.
A mentira e a burla é crime púnivel por...


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