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Na oposição não há inocentes na aventura da crise política

23/03/2011 19:50
Lusa
Foto: Arquivo
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PEC, Vieira da Silva
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O ministro da Economia acusou hoje o presidente do PSD de ser "o principal protagonista" da iminente crise política, mas considerou que "nesta aventura", entre as forças da oposição, "não há inocentes".

Vieira da Silva falava a meio do debate sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), numa intervenção em que fez duras críticas a todas as forças da oposição.

"Na oposição não há inocentes, antes parceiros activos numa aventura que não trará nada de bom a Portugal", declarou o ministro da Economia.

Vieira da Silva visou porém especialmente o PSD, dizendo que o seu líder, Pedro Passos Coelho, "é o principal protagonista desta crise -- e não pode ser escondido".

"O líder do PSD mostrou-se indisponível para negociar o PEC, mas afirmou-se disponível para governar com um programa na sequência de uma intervenção externa, o qual desconhece em absoluto. Dizer não a uma negociação do PEC sem apresentar uma única alternativa é um desrespeito aos portugueses e à democracia", sustentou ainda o titular da pasta da Economia.

Este membro do Governo aproveitou também a sua intervenção para responder ao discurso minutos antes feitos pela ex-líder social-democrata Manuela Ferreira Leite.

"O PSD escreveu agora um texto em inglês a dizer que concordava com as metas de consolidação orçamental de Portugal [até 2013]. Se o PSD apoia essas metas, como se compreende que Manuela Ferreira Leite ataque a resposta europeia à crise das dívidas soberanas?", questionou Vieira da Silva.

Na sua intervenção, por várias vezes, Vieira da Silva procurou dramatizar as consequências da abertura de uma crise política.

"Se a oposição reprovar o PEC serão penalizadas as o sector financeiro nacional, mas também as empresas, as famílias e os portugueses em geral", advogou.

Além dos ataques directo ao PSD, Vieira da Silva acusou ainda o presidente do CDS, Paulo Portas, "de não perder uma oportunidade para tentar meter o seu partido na fotografia de um novo Governo, seja ele qual for".

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