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Resolução do PSD é grave e conduz país a uma crise

22/03/2011 23:10
Lusa
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medidas, PEC, PS
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O dirigente socialista Vieira da Silva considerou hoje "grave" a resolução do PSD de rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), dizendo que nada propõe em alternativa e conduz o país a uma crise política.

Vieira da Silva falava no final da reunião do Secretariado Nacional do PS, depois de o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, ter apresentado na Assembleia da República o projecto de resolução dos sociais-democratas, que rejeita o PEC e que deverá ser votado quarta-feira no Parlamento.

"A posição do PSD é grave e necessita de ser bem explicada junto dos portugueses. É grave porque, ao ser contra o PEC, o PSD vai retirar ao país o apoio que tinha recebido das principais instituições europeias. Mas é também grave porque o PSD, não só não esclarece as consequências para a economia portuguesa da rejeição do PEC já num prazo muito curto, como também nem sequer aponta os caminhos alternativos", sustentou o ministro da Economia.

Na declaração que fez aos jornalistas, Vieira da Silva recusou-se a esclarecer o que fará o primeiro-ministro, José Sócrates, na quarta-feira, depois da possível rejeição do PEC, alegando que o PS "espera até ao último momento que haja bom senso".

Na sequência da resolução apresentada pelo PSD, Vieira da Silva lamentou que esta iniciativa dos sociais-democratas "reafirme princípios gerais e nada diga de concreto em termos de alternativa à proposta de PEC do Governo".

"Mas a resolução do PSD é particularmente grave porque o PSD sabe, deseja e trabalha activamente para que o Governo deixe de ter condições de governabilidade" com a rejeição do PEC, "o que quer dizer que o PSD não apenas admite como defende que esta é também uma ação destinada a derrubar o Governo", acusou o dirigente socialista.

De acordo com Vieira da Silva, "o PSD não esclarece as consequências para o país, para as empresas e para as famílias de lançar Portugal numa crise política, quando vivemos momentos tão delicados e difíceis".

"O primeiro-ministro já disse que não o move qualquer tentação de permanecer no Governo a qualquer preço. Disse claramente que não há condições para governar se o PSD e outros partidos da oposição retiram ao país um dos instrumentos para combater a actual crise económica e financeira", frisou Vieira da Silva.

 

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