Caso Camarate

Jaime Gama dá posse à IX comissão de inquérito para a prossecução das investigações

25/01/2011 10:16
Lusa
Destroços da aeronave que vitimou Sá Carneiro e Amaro da Costa num hangar do Aeroporto da Portela. Foto: Arquivo
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A IX comissão de inquérito ao caso Camarate toma hoje posse na Assembleia da República para dar continuidade às investigações sobre a queda do avião que vitimou há mais de três décadas Sá Carneiro e Amaro da Costa.

O vice-presidente da bancada do PS Ricardo Rodrigues vai presidir à comissão de inquérito, composta por oito deputados socialistas efectivos, seis do PSD, um do CDS-PP, um do PCP e um do BE.

O PS indicou a deputada independente Maria do Rosário Carneiro, irmã de Amaro da Costa, a vice-presidente da bancada Inês de Medeiros, os deputados Ramos Preto, José de Bianchi, Isabel Oneto e João Paulo Correia.

Pelo PSD vão participar como efectivos Pedro Lynce, Pedro Rodrigues, Luís Campos Ferreira, Duarte Pacheco, Teresa Fernandes e Adriano Rafael.

O CDS-PP indicou o deputado José Ribeiro e Castro, o PCP será representado pelo deputado Jorge Machado e o BE pela deputada Catarina Martins.

O texto do inquérito parlamentar, proposto pelo PSD e CDS-PP, foi aprovado no passado dia 5 de Janeiro e prevê "dar continuidade à averiguação cabal das causas e circunstâncias em que, no dia 4 de Dezembro de 1980, ocorreu a morte do primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, do ministro da Defesa Nacional Adelino Amaro da Costa e dos seus acompanhantes".

A metodologia de trabalho da comissão será definida na primeira reunião após a posse, disse à Lusa o deputado Ricardo Rodrigues.

Um dos primeiros pontos a definir será a forma da participação dos familiares das vítimas nos trabalhos da comissão.

O chamado 'caso Camarate' voltou à agenda política depois de o fundador e ex-líder do CDS Freitas do Amaral, autor de um livro sobre Camarate, ter defendido em Dezembro a continuação das investigações promovidas pela VIII comissão de inquérito interrompidas pela dissolução da Assembleia da República, em 2004.

A oitava comissão de inquérito concluiu pela tese de atentado e recomendou a continuação das investigações ao Fundo de Defesa Militar do Ultramar e à política de venda de armas e munições.

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