O líder nacional do PSD não se pronuncia sobre o Orçamento de Estado de 2011, sobretudo porque só amanhã receberá o documento, mas foi claro ao prometer que o seu partido irá ter "sangue-frio" para tomar decisões difíceis. Pedro Passos Coelho, que discursou nas jornadas do Partido Popular Europeu, reforçou a ideia de qu está mais virado para uma rejeição do OE e que será essa a posição que vai defender no Conselho Nacional do PSD, órgão que decidirá qual a posição oficial do partido.
Passos Coelho defende reformas profundas que não se conjugam com um orçamento em que o aumento de impostos é uam realidade e onde não vê cortes significativos da despesa. O líder do PSD defendeu uma reforma, ao nível europeu, do Estado Social e acusou o Governo socialista de Portugal de ter criado uma máquina pública que consome grande parte da receita fiscal. Os impostos, referiu, são praticamente gastos nas funções sociais do Estado - Educação, Saúde e Segurança Social -, nos salários dos funcionáriso públicos e na manutenção de institutos.
Passos Coelho não assume, por agora, o chumbo do orçamento, mas Alberto João Jardim, no final da sessão de hoje das jornadas do PPE, não teve qualquer problema em reforçar a sua recomendação para que os social-democratas votem contrem. Jardim garantiu que neste tema não iria mudar de opinião. Em relação a Passos Coelho, que não apoiou na candidatura à liderança do partido, sublinhou que sempre foi um militante "disciplinado" e que não partirá da Madeira qualquer ataque à liderança nacional.
Neste momento, o presidente do Governo Regional e o líder nacional do PSSD almoçam, na Quinta Vigia.
O pior é que o galo ainda não cantou....


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