PSD-Madeira não está obrigado a aplicar medidas de austeridade

30/09/2010 15:24
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Autonomia, Política, PS, PSD
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O presidente do PS-Madeira, Jacinto Serrão, diz que as medidas de austeridade anunciadas quarta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates "não têm de ser aplicadas integralmente na Região". Falando numa conferência de imprensa, que decorreu hoje de manhã na sede do partido, o líder dos socialistas madeirenses lembrou que o executivo regional "tem poder" para decidir se aplica ou não o "congelamento" das carreiras - como fizeram os Açores - e até combater a redução salarial prevista para a função pública.
"Quanto aos salários, o Governo Regional pode fazer uso do mecanismo legal do subsídio de insularidade como 'estabilizador automático', adaptando a sua aplicação às presentes circunstâncias", sugeriu Jacinto Serrão, acrescentando que que a Autonomia é a capacidade de fazer opções políticas em face das "circunstâncias" e "especificidades" regionais.
Desta forma, o PSD tem, na opinião do PS, duas alternativas. "Aplica estas medidas gravosas e assume a responsabilidade política da sua aplicação, frontalmente e sem disfarces" ou "demarca-se delas, exercendo as suas competências autonómicas, escolhendo o seu próprio caminho".
O que não podem, frisa Jacinto Serrão, é aplicar as medidas e não assumir a responsabilidade por elas. "Seria um acto de covardia politica eticamente condenável", afirma o dirigente socialista.
Por isso, o PS "apela" a todos os sindicatos, principalmente os da administração pública regional e local, para "exigirem" ao Governo Regional que tome as medidas necessárias no âmbito da Autonomia e da sua responsabilidade política. "Chegou a hora de opções claras em matéria orçamental e financeira (...), o Governo Regional do PSD deve suspender os investimentos públicos não prioritários, em obras completamente fora de propósito perante a situação de crise da Região", defende Jacinto Serrão, anunciando que irá apresentar propostas concretas para combater a actual situação. Uma delas, conclui, passa pela revisão dos contratos feitos com todas as concessionárias ou a aplicar taxas sobre os lucros exorbitantes das mesmas.

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Comentários

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O Sr. Serrão, como sempre, serra pouco, e mal.O que está aqui em causa, são as finanças públicas da República, e a Madeira, faz parte integrante, sem procurar malabarismos de " insularidade" para escapar, leia-se, não ser solidário com a grave crise que este País atravessa.Aqui na Madeira, e na " despesa pública" , haverá muito por onde cortar, e já agora que aproveite o PSD-Madeira para dar o exemplo.Embora tenhamos algumas dúvidas.Sempre gastamos mais do que devíamos, e não será agora que vamos ser diferentes, mesmo com uma dívida insular, a pagar pelas gerações vindouras.

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Sr. Serrao, eh por essas bobagens que o seu PS diz que os senhores jamais serao governo na Ilha da Madeira!
Claro que essas medidas draconianas vao tambem atingir a Madeira! Havera menos recursos para repassar..
Havera menos "boa vontade" por parte do PS governo...
Os Madeirense que se preparem para apertar ainda mais os cintos...
Rezemos para que mais nenhuma tragedia venha abater-se sobre nos.

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Neste caso o Governo da Republica é o bode expiatório do de cá. Pois cá também vão cortar em tudo.

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