Governo Regional estuda medidas de austeridade

Cunha e Silva diz que não é justo medidas incidirem exclusivamente sobre a função pública

30/09/2010 13:55
Fonte: com LUSA
37 comentários
Foto: Arquivo
Ferramentas
Interessante
Achou este artigo interessante?
 

O vice-presidente do Governo Regional da Madeira disse hoje ter dificuldades em entender que "a função pública sirva de bode expiatório para todos os males do país", defendendo um entendimento dos partidos para o Orçamento do Estado.

"Está a custar-me um pouco a entender que a função pública sirva de bode expiatório de todos os males do país, parece-me ser um pouco injusto", afirmou João Cunha e Silva, no Funchal, ao comentar as medidas de austeridade anunciadas ontem pelo Governo da República, considerando que "é preciso deixar claro, para as pessoas entenderem, que estas medidas devem ser para todos e não só para alguns".

João Cunha e Silva declarou ainda que vê "com muita apreensão" as medidas de austeridade, dado incluir "cortes para as regiões".

"Como sabem, nós vivemos com grande dificuldade estes últimos anos e não sei como é que será", referiu, admitindo que os portugueses vão "ter tempos difíceis", situação que acredita "as pessoas todas já se aperceberam".

O responsável reconheceu que a proposta do Governo da República "resulta de uma necessidade" de Portugal, "sob pena" de ter o Fundo Monetário Internacional: "Esses, então, não olham a ninguém nem a nada e tratam é de impor as medidas que consideram urgentes".

"Vamos lá ver se os partidos se entendem na Assembleia da República e acaba por sair uma proposta que seja razoável, justa, que todos tenhamos a noção de que estamos a contribuir para ultrapassar as dificuldades do país, mas que todos estamos a fazê-lo na mesma medida", acrescentou o vice-presidente.

Questionado se o PSD, o maior partido na oposição, deveria viabilizar o Orçamento do Estado do próximo ano, João Cunha e Silva recusou responder.

"Não me compete a mim dizer o que é que o PSD devia ou não devia fazer. Isso compete a quem dirige o PSD tomar essas iniciativas e essas medidas, porque tem conhecimentos que eu não tenho, resultado de negociações com certeza que já houveram", sustentou.

Para João Cunha e Silva é necessário sensatez, dado estar "em causa a viabilidade do país" e "a vida das pessoas e pessoas que têm dificuldades, que têm compromissos e que podem ser afetados por isto".

"Tudo isto tem que ser com muita sensatez medido e esperemos que na Assembleia da República as pessoas se entendam porque o país exige que as pessoas se entendam", acrescentou o vice-presidente do Governo Regional da Madeira.

37

Comentários

Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de opiniăo.
Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.

0
updown

cada qual defende os seus

0
updown

Não entendo a indignação dos funcionários públicos! Se existem alguns que não fazem nada no cargo que têm, seja ele qual for, além do mais são tão arrogantes... A maioria da população em actividade laboral, trabalha para o estado, os impostos que nós privados pagamos é para suportar o vosso salário, salários esses que são bem rechonchudos e quando precisamos dos serviços publicos é o que se vê!

0
updown

Que existem F.P. que não fazem nenhum é uma verdade. Que existem açguns que são mal educados também é verdade, mas eles também pagam impostos. Descontam nos seu vencimentos. E uma coisa não posso concordar é que as pessoas do sectoe privado se julguem patroas dos F.P. Alguns querem trata-los assim!!!!! Se sentem mal atendidos existem os livros de reclamações, mas chegar a uma repartição a desatar a darem ordens isso não esta correcto!!! Eu por mim vou a qualquer repartição e sou atendido sempre com correcção sempre!!! Sabem porque? Porque trato as pessoas que me vão atender com respeito, sendo assim por muito mal dispostas que elas estejam não teem outra hipotese senão a de me tratar da mesma forma. Experimentem serem corteses, bem educados ( nao subservientes) tratem as pessoas com educação e verão como as coisas melhoram.
Dizer mal e reclamar é facil, mas o que é mais importante é respeitar para ser respeitado.!!!

0
updown

Meu caro,
realmente existem alguns que nada fazem...
Quanto aos impostos, você paga o meu salário? Talvez pague parte dele, mas de certeza que eu, com os meus impostos já suportei muito vagabundo que nada faz e suportei igualmente muita baixa e desemprego fraudolento, sabe-se lá feitos por quem...
Além disso, os meus impostos são pagos sempre a horas e sem qualquer tipo de fuga. Será que pode dizer o mesmo?

0
updown

Além das medidas enunciadas penso que cada qual na sua área poderia dar um contributo sobre as medidas a tomar.Na saúde nomeadamente teriamos:
-Controle assiduidade médica de forma a cumprirem-se horários e desta forma reduzirem-se listas de espera e custos.
-Impedimento de prevenções médicas no caso de não serem cumpridos os critérios.
-Generalização e obrigatoriedade dos genéricos
-Controle das horas extraordinárias dos médicos essencialmente já que são eles a gastarem 85% das verbas orçamentadas com pessoal. É impensável que hajam médicos a auferirem valores exorbitantes no Sesaram sem qualquer controle.
-Alternativas aos actuais horários médicos que são um autêntico sorvedouro de horas extraordinárias.
-Impedimento de acumulação de funções principalmente médicos dando oportunidade a outrem.

1
updown

esta claro que a seras de medidas ordenada por joao cunha e para todos nos portugueses la situaccao esta difizil mais hay que aceitar as medidas remitente jose manuel de abreu

-1
updown

Estas medidas de austeridade é igual a ZERO de eficácia, e de eficiência no controle do déficit das contas publicas, aliás apenas vão acrescentar à recessão mais recessão...mas vejamos: todos os solarias acima dos 5000€, deveriam ser aplicadas 10% de redução e 50% de "imposto de solidariedade" aplicado ao subsídio de natal; aos salários acima dos 10.000€ o imposto sobre o subsídio de natal deveria ser de 75% e acima de 20.000€ o imposto seria de 100%...todos os salarios acima de 50.000€ seria aplicado um 50% de redução...todos os salarios acima de 1500€ seria aplicada uma redução de 2%...á banca fim da bonificação contributiva, e fixação de juros para todos os empréstimos à habitação, apenas os empréstimos ao consumo seriam liberalizadas as taxas de juro, fim TOTAL de financiamento a associações, fundações, extinção de empresas municipais, SDM, e afins, fim de todas as regalias para deputados na ALRAM, e AR, ordenado seco e todos os encargos da responsabilidade do deputado como qualquer assalariado, DIMINUIÇÃO do numero de deputados, ministérios, secretarias de estado etc, financiamento da Presidência da República como se tratasse de uma fundação com deveres de formar e apoiar os estudantes universitários, etc, imediata desmilitarização das forças armadas com a constituição de forças para - militares e civis, na defesa e manutenção do território nacional, em sintonia com bombeiros, e demais organizações envolvidas no MAR, SAÚDE / EDUCAÇÃO / JUSTIÇA TOTALMENTE GRATUITAS E DE ACESSO UNIVERSAL, priorizar o investimento na agricultura e nas pescas, independentemente dos interessas da UE, reformularção de todos os acordos com UE com vista ao desenvolvimento de Portugal, se persistir a teimosia a preparação imediata da saida de PORTUGAL DA UNIÃO POLÍTICA PRIMEIRO E MONETÁRIA DEPOIS...ETC ETC...SE NECESSÁRIO FIM DA DEMOCRACIA PARLAMENTAR E INTRODUÇÃO DA DEMOCRACIA PRESIDENCIALISTA FEDERELIZANDO AS AUTONOMIAS REGIONAIS E REGIÕES DO PAIS...

0
updown

Subscrevo em parte o que escreveu é a visão de quem está assistindo à destruição dos valores democráticos, porque a continuar assim, vamos mesmo voltar ao tempo das cavernas...a verdade é que em democracia, tal como Chaves está fazendo, se pode implementar medidas e governos anti democráticos, aliás Hitler, Mussolini subiram ao poder por sufrágio popular, existe claramente nas democracias actuais uma tendência para legislar e fazer aprovar leis e decretos contrários à própria visão democrática...aliás quando fala em formações fora do âmbito do exercito fazer e desempenhar funções, por exemplo de vigilância, isso existe nos USA, e discordo de quem aqui associou a esta opinião uma visão de esquerda, antes pelo contrario é uma visão de extrema direita...poderemos afirmar que um dos piores inimigos da democracia é a própria democracia, quando esta se torna refém de FMI, e de uma economia globalizante, que se está nas tintas para valores democráticos, aquilo que eles defendem a todo o custo é o lucro fácil e rápido, sem olhar a meios ou consequências, dai que alguns PM e MF se deixam influenciar e introduzem medidas de austeridade por eles primeiro definidas...

0
updown

Nao estará o Sr Anónimo a fazer confusão? Sabe para onde esta a escrever? Sera que esta a sonhar com o Hugo Chavez? Acha que é so assim? Agora saimos da UE!!! Assim sem mais nada? Ordenado Seco? Existem ordenados molhados? A presidencia da Reuplica é que ia formar os estudantes universitários? Que confusão que vai nessa sua cabeça!!!! Olhe lá em cima no trapiche tem gente que esta melhor que o Sr. Eu no seu lugar ponha-me a pau....

0
updown

Não goze de quem está no trapiche, sabe o que significa um "trapiche" era um mecanismo usado para espremer a cana, muito adequado à nossa querida democracia que nos espreme `décadas...gosta então seja muito bem espremido...

O nome que será apresentado como autor do comentário.
O conteúdo deste campo é privado e não será exibido publicamente.

19/02 08:00

Cortejo de Carnaval

Escolas de samba e associações percorreram signos do zodíaco

PUB

PUB