Jardim apela à revolução

Líder do PSD reconhece solidariedade de Lisboa, Jaime Ramos ataca Sócrates

25/07/2010 15:14
"É preciso vir para a rua (...) e exigirmos que Portugal tenha a mudança que todos os portugueses merecem".
Jardim enumera quatro objectivos
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Chão da Lagoa, Jardim, PSD
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Foi com um apelo à mudança que Jardim terminou o discurso na festa anual do PSD-Madeira, que este ano se realizou pela primeira vez na Herdade do Chão da Lagoa. O líder social-democrata sugeriu aos portugueses que vão para as ruas, as praças e as fábricas e que denunciem o sistema político. Este alerta surgiu no âmbito do terceiro de quatro objectivos enumerados esta tarde, sendo este ponto aproveitado para duras críticas à comunicação social regional. O primeiro objectivo de Jardim é manter, no Governo, uma política de investimento para segurar emprego. O segundo é "resistir às leis de absurdas de Lisboa" e o quarto é lutar pela revisão constitucional que consagre os objectivos propostos pelo PSD-Madeira.

Perante uma multidão surperior a 30 mil pessoas, Jardim distribuiu agradecimentos pelos seus e prometeu guerra aos adversários, nomeadamente aos que não ajudam a Madeira. Criticou duramente o DIÁRIO, a RDP e a RTP, canais públicos que espera ver saneados, denunciou os "canalhas" que fizeram política com a tragédia de 20 de Fevereiro e avisou Pedro Passos Coelho de que a Madeira é o verdadeiro partido dos social-democratas madeirenses. Num tom inflamado, Jardim criticou também o comportamento da banca em Portugal.

Ao contrário do seu secretário-geral, Jardim poupou Sócrates. O líder madeirense reconheceu mesmo que Lisboa se portou bem na ajuda à Madeira depois da tragédia e lembrou o bom entendimento institucional, que antes era prejudicado por políticos medíocres. Medíocre, disse ainda, é também a oposição na Madeira que há mais de 30 anos perde eleições.

Já Jaime Ramos foi mais cáustico em relação a Lisboa. O secretário geral do PSD criticou o ministro das Finanças e o primeiro-ministro. Acusou mesmo José Sócrates - a quem chamou 'Socras' -, de não cumprir com as suas promessas e de ter enganado os eleitores. O também líder parlamentar do PSD criticou duramente a oposição madeirense a quem se referiu como um grupo de "doentes mentais". Os reparos de Jaime Ramos atingiram também o DIÁRIO, como é habitual nestas festas anuais do PSD.

Miguel Albuquerque e Vânia Jesus foram os outros dois oradores da tarde. O presidente da Câmara do Funchal advertiu os portugueses para uma eventual crise política depois das eleições presidenciais. A líder da JSD sublinhou que aquela estrutura política de juventude tem ideias próprias no seio do partido.

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Comentários

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Jardim apela à revolução ... HÁ UM "PEQUENO GRANDE" PORMENOR QUE DEVERÁ SER TIDO EM CONTA POR AJJ: APELAR À REVOLUÇÃO EM PLENO PREC/FLAMA É UMA COISA. OUTRA COISA BEM MAS BEM DIFERENTE É FAZER ESTE APELO NA PRESENTE DATA. HÁ GENTINHA QUAIS VILÕES QUE AINDA NÃO ENTENDEU ISTO...

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Quem será que querem enganar com estes discursos? Se falam de coisas menos más, fomos nós que fizemos. Se falam em coisas realmente más, foram eles que fizeram. E assim vão cantando o fado do coitadinho. Falam da autonomia como se falassem de alguma coisa importante quando na verdade, como é do conhecimento de todos, apenas temos de aturar mais um governo. Um governo já é mau. É um mal necessário mas um mal para todos os efeitos. Agora ter de aturar dois é obra. É que temos de sustentar dois! E dois bem difíceis de aturar. Um diz mata e logo o outro diz esfola, um tira-nos o casaco e o outro puxa-nos as calças... E todos nos querem fazer querer que são indispensáveis. Haja paciência...

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Como foi possível?
Como foi possível ter sido transformado num "santuário político" uma zona linda e nobre das serras da Madeira, que devia, como inicialmente estava previsto, ter sido aproveitada para plantar as 100 mil árvores nos 726 mil metros quadrados de área e assim proteger da erosão a bacia de recepção da ribeira de João Gomes?
Viram a fotografia aérea. Que atrocidade!
Então não há um prejuízo público mensurável se analisarmos o impacto que estes devaneios megalómanos tiveram no aluvião de Fevereiro?
Estes problemas resolvem-se com o autismo de um simples arquivamento?
Os senhores que viveram e sofreram recusam-se a pensar como cidadãos e a exigir responsabilidades aos intérpretes políticos que estão por detrás destas decisões?
Sabem, é para isso que servem as maiorias esmagadores da cegueira dos vossos votos!

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Na Republica da Madeira vale tudo!!

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Políticos é uma raça k devia ser completamente banida do planeta!

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Revoltem-se !!! SIM
Que começam por pôr todos esses vigaristas na RUA à começar por JJ e toda a banda de amiguinhos.
E evidente que os outros não são melhores, mas hà de mudar algo,sobretudo na mentalidade e na maneira de ser.

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É fácil descobrir quem é honesto ou não. É só verificar os bens de "antes' E DE "DEPOIS" . Se numa terra tão fraca economicamente, aparecerem fortunas nababescas alguma coisa errada deve haver... Ai, pau neles! Quem se habilita a denunciar?

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Ao menos o discurso do intramelado é sempre o mesmo. As asneiras repetem-se à 30 anos e até os batatões e os erros no português são sempre os mesmos. Há gente que não lhes entra o "pugresso".

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É preciso, em primeiro lugar haver uma revolução de mentalidade. A revolução cultural impõe-se, porque as sedimentações de acesso aos meios mais elevados de cultura e educação, podem ser nefastas, gerar exclusões desnecessárias e descabidas de qualquer nexo lógico.

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As diatribes do Dr. Jardim
Em nosso entender, este poderia ser o título da reportagem do Diário de Notícias da Madeira sobre aquilo que ontem foi dito na Festa / Comício do PSD Madeira.
Na expectativa de mais ajudas dos continentais e/ou do Orçamento de Estado, o líder do PSD Madeira elogiou e agradeceu os apoios dos portugueses do Continente e foi, estratégica e tacticamente, muito moderado em relação ao Governo da República. Porém, deliberadamente, não deixou de responsabilizar os “incompetentes de Lisboa e da Comunidade Europeia” pela crise económica e social que, nesta altura, preocupantemente, atinge a Região Autónoma da Madeira. No entanto, mesmo assim, Alberto João Jardim. não se ficou por aqui, na mira de agradar ou recolher alguma simpatia dos ora tratados portugueses do continente, este membro do Conselho de Estado, disse que os mesmos, em resultado da aplicação de políticas que ele, atempadamente havia criticado, estavam a passar por grandes dificuldades, sugerindo (pasme-se!) que o povo deveria vir para a rua, numa alusão (em nosso entender), explicita, a uma revolução popular!...
Todavia, desta vez, os principais visados foram líderes de todos os partidos oposição e alguma comunicação social (regionais), em particular, entre esta última, este diário que, nas palavras de A.J. Jardim., é (coisa fantástica!), dirigido por comunistas; uma espécie de “estado-maior” da mesma!
Foram estes, pois, os principais alvos do discurso mirabolante do líder do PSD Madeira que, desta feita, foi, deliberada e estrategicamente, muito virado para dentro; ou seja, para o que se passa na RAM e para aquilo que A.J.J. supõe que possa ainda estar para acontecer internamente.
O A.J.J. sabe, como ninguém, que a catástrofe de 20 de Fevereiro passado assumiu toda aquela dimensão em resultado duma política ambientalmente insustentável, como sabe, outrossim, que muitas das políticas gizadas pelos seus governos estão, sob o ponto vista económico, na origem da grave crise que a Região Autónoma da Madeira atravessa e para qual, nos tempos mais próximos, se prevê o seu agravamento. Daí que, no seu discurso, tenha tido o cuidado de, prometendo mais obras públicas, acalmar a sua clientela e, simultaneamente, mesmo conhecendo as “debilidades/fragilidades” da oposição regional, no sentido de , por parte desta, acautelar qualquer espaço de manobra, agitou velhos fantasmas e colou-a às orientações e decisões políticas do Governo Central que, nas suas palavras, estão na origem da grave crise económica e social que o País (incluindo a Região) atravessa.
Perante este discurso, delirante e desesperado, de Jardim. a oposição regional deveria saber retirar as devidas ilações e, naquilo fosse possível, definir, negociada /concertadamente, uma estratégia de mudança. Todavia, a experiência, tem-nos revelado que estes entendimentos entre partidos (mesmo quando está em causa o bem comum) não são fáceis.
Assim sendo, sem pretendermos colocar, obviamente, em causa a acção dos partidos, que reputamos de indispensáveis numa sociedade democrática, pensamos que competirá sociedade civil, organizar-se no sentido de, civicamente, encontrar respostas para os problemas, concretos e/ou prementes, do seu dia-a-dia.
E.G.

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