Funcionários públicos não ganham muito, mas são muitos

É preciso reduzir a máquina do Estado

23/02/2012 03:59
Fonte: Lusa
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Os funcionários públicos em Portugal "não ganham muito", mas são "muitos", disse ontem o economista e professor na Universidade Católica João César das Neves.

"Temos problemas financeiros e económicos. Os financeiros estão a ser muito bem tratados - os orçamentos, os cortes, os [aumentos nos] impostos, essa brincadeira toda, estamos a fazê-lo e a fazê-lo bem", disse César das Neves à imprensa, à margem da conferência "O Papel da UE entre os EUA e os BRICS", organizado pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

Do lado económico, contudo, César das Neves diz que os governos anteriores nunca chegaram à segunda parte da consolidação orçamental, que consiste em "reduzir mesmo a máquina do Estado, alterar os serviços" públicos.

"Os funcionários públicos não ganham muito, são é muitos. Baixar-lhes os salários não resolve o problema. É pôr uma cinta, não reduz a gordura, não faz dieta, limita-se a apertar a gordura", continua o professor da Católica.

César das Neves adverte que a redução no número de funcionários "tem de ser feita com cuidado", mas acrescenta que o número de trabalhadores no sector público é "esmagador".

"Segundo números da OCDE, éramos o país do mundo com mais funcionários do Ministério da Agricultura por hectare cultivado, e não é por isso que a agricultura portuguesa está bem", disse.

César das Neves acrescentou ter esperança em que o país consiga sair da crise, porque a economia portuguesa é "muito flexível" e já começou a ajustar-se.

"O sector privado está a ajustar-se rapidamente, já anda a ajustar-se há três ou quatro anos. O sector público andou a fingir que não era preciso, e só agora com a 'troika' é que começou a ajustar", afirmou César das Neves.

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...mas na saude ajustar o quê se já se morre pela falta de enfermeiros nos serviços...cuidados de proximidade, implica profissionais vigilantes e atentos, mas como se pode estar atento, se 3 enfermeiros numa tarde ficam com 10 doentes, alguns criticos, e numa noite ficam 2 enfermeiros com 15 doentes cada...alguns desses operados, outros em situação de risco de paragem cardio respiratória...nos hospitais publicos não se podem cortar cegamente em profissionais de saude...á que assegurar as dotações seguras...mas o problema é que ministros como este ultimo, dotaçoes seguras para eles é algo que desconhecem...

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Já cortaram bastante na saúde. é preciso é mandar Trabalhar para outro lado os agricultores que ao longo dos anos foram galardoados com trabalhos administrativos através de concursos públicos duvidosos (por laços sanguineos ou serem beneficiários dos recém eleitos) em câmaras municipais. É mandá-los todos de vola a cultivar os terrenos herdados dos seus pais e tios que estão a monte e pelos quais muitos deles recebem msubsidios para cultivar.
Náo precisamos (o país) de cortes, precisamos de fiscalização e mão dura do estado - não me refiro a politicas de distância, como aumentos de impostos e cortes nos subsidios de ferias e natal, refiro-me sim a uma politica de proximidade (fiscalização, punição e atribuíção).

E não, não tenho formação superior em economia ou política. Nem sequer tenho familiares até 7º grau em qualquer cargo político. Sou um gnomo desta fábrica do "Pai Natal" como todos vós.

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