Projectos de reflorestação, em áreas afetadas por incêndios na Madeira e Costa da Caparica, e de conservação de pradarias marinhas, através da "adoção" por entidades, foram premiados pelo programa Terre de Femmes, da Fundação Yves Rocher.
As três mulheres responsáveis pelo desenvolvimento dos projectos, baseados no voluntariado de entidades e pessoas sensibilizadas para a defesa do ambiente,
receberam hoje as distinções em Lisboa.
O primeiro prémio (de cinco mil euros) foi atribuído a Elda Sousa, da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, que está a trabalhar na reabilitação da vegetação da cordilheira central da ilha da Madeira, nomeadamente o Pico do Areeiro, devastada pelos incêndios do verão de 2010. Alexandra Cunha desenvolveu o projecto "Adopte uma pradaria marinha" (ADOPTE), com o apoio do Centro de Ciências do Mar do Algarve, onde é investigadora, para sensibilizar todos os portugueses e as entidades para a necessidade de parar a degradação destes habitats, e ganhou o segundo prémio (três mil euros).
Pelo seu trabalho com o projecto "viveiro de plantas autótones", para a reflorestação da Mata dos Medos, na paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, Ana Sofia André recebeu o terceiro prémio (dois mil euros).
O director geral da Yves Rocher Portugal, Vítor Brás, e o presidente executivo da Fundação Yves Rocher, Claude Fromageot, realçaram a importância das mulheres na conservação da natureza e defesa do ambiente, uma atividade que o grupo pretende incentivar. Além do projeto Terre de Femmes, a Yves Rocher apoia a reflorestaçãoem vários países, nomeadamente em França, Alemanha, Etiópia ou Portugal, onde, com a colaboração da Quercus, pretende plantar 175 mil árvores autótones até 2014.
O pior é que o galo ainda não cantou....


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