A greve nos transportes contra a reestruturação do setor afectou hoje seis empresas - Metro, Refer, CP Carga, Transtejo, Soflusa e SCTP -, mas ficou muito aquém das expectativas dos sindicatos, já que CP e Carris estão a funcionar quase normalmente.
A paralisação, com início às 00:00 e duração de 24 horas, teve início logo às 23:30 com a linha do Metropolitano de Lisboa a encerrar. Pouco depois da meia-noite a adesão dos trabalhadores desta empresa já era de 100 por cento, segundo um balanço da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS).
À mesma hora, também a linha do Sado da CP começava a ficar afectada, enquanto a CP Carga parava.
Ao início da manhã, a circulação no metropolitano, mas também das embarcações que fazem a travessia do rio Tejo - Transtejo e Soflusa -, era a mais afectada pela greve.
De acordo com a empresa, as ligações fluviais entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, paralisaram e os primeiros barcos a ligar as duas margens estavam previstos para as 09:30.
No Porto, a Sociedade de Transportes Coletivos (STCP) registou uma adesão à greve de 65 por cento, segundo a comissão de trabalhadores, ficando a funcionar entre 90 e 100 dos 220 autocarros da empresa.
Ainda assim, a adesão ficou aquém das expectativas dos sindicatos.
Na quarta-feira, o coordenador da FECTRANS, José Manuel Oliveira, afirmou prever que a greve tivesse uma "adesão significativa" dos trabalhadores, mas isso não aconteceu na Carris e na CP - Comboios de Portugal.
Às primeiras horas de hoje, e de acordo com a porta-voz da CP, Ana Portela, os comboios estavam todos a circular com normalidade a nível nacional, esperando-se que ao longo da manhã sejam asseguradas 80 por cento das composições.
Segundo a mesma fonte, entre as 22:00 e as 24:00 de quarta-feira foram suprimidos apenas três comboios na Linha do Sado. Também a Carris registava uma adesão menor do que a esperada: às 07:30 estavam a funcionar 60 por cento dos autocarros, eléctricos e elevadores de Lisboa, de acordo com o porta-voz da empresa.
"Dos 594 veículos programados circulavam, às 07:30, 356 viaturas, o que representa 60 por cento da oferta", adiantou o secretário-geral da Carris, Luís Vale, sublinhando que "na rede de eléctricos, ascensores e o elevador de Santa Justa, o cumprimento foi de 100 por cento em relação ao serviço programado".
A greve de hoje é a terceira a afectar as empresas públicas de transportes em três meses.
Na terça-feira, o secretário de Estado dos Transportes alegou que esta paralisação vai custar 150 milhões de euros à economia portuguesa e destruir num dia o esforço de poupança feito num ano.
Sr. Duarte Jesus, isto não é o Jornal da...


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