Eliminação dos subsídios de férias e de Natal e cortes 'muito substanciais' na Saúde e Educação

Pedro Passos Coelho anunciou principais medidas do Orçamento de Estado para 2012

13/10/2011 21:06
Lusa
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O primeiro-ministro anunciou esta noite que o Orçamento do Estado para 2012 "prevê a eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os vencimentos dos funcionários da Administração Pública e das empresas públicas acima de mil euros por mês".

Numa declaração ao país sobre o Orçamento do Estado para 2012, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, Pedro Passos Coelho anunciou que também serão eliminados os subsídios de férias e de Natal "para quem tem pensões superiores a mil euros por mês". "Os vencimentos situados entre o salário mínimo e os mil euros serão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios. Como explicaremos em breve aos partidos políticos, aos sindicatos e aos parceiros sociais, esta medida é temporária e vigorará apenas durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira", acrescentou.

Passos Coelho referiu que a redução das pensões por via da eliminação dos subsídios de férias e de Natal é igualmente "evidentemente temporária e vigorará durante a vigência do Programa de Assistência" e salientou que o Governo cumprirá o "compromisso de descongelar as pensões mínimas e actualizá-las".

Além disso, o Governo vai limitar a todos os contribuintes as deduções fiscais que poderão fazer no IRS durante o próximo ano. "Uma vez mais de acordo com o Memorando de Entendimento, serão eliminadas as deduções fiscais em sede de IRS para os dois escalões mais elevados, e os restantes verão reduzidos os limites existentes. Mas serão salvaguardadas majorações por cada filho do agregado familiar", anunciou o líder do Governo na comunicação feita ao país depois de a proposta de Orçamento do Estado para 2012 ter sido aprovada em Conselho de Ministros. Pedro Passos Coelho lembrou ainda que, "ao contrário do que estava previsto no Programa de Assistência, acautelaremos a fiscalidade das Instituições Públicas de Solidariedade Social e isentaremos de tributação em sede de IRS a maioria das prestações sociais, como, por exemplo, o subsídio de desemprego, de doença ou de maternidade".

Na mesma declaração, o primeiro-ministro anunciou que o Orçamento para 2012 "reduz consideravelmente o âmbito de bens da taxa intermédia do IVA, embora assegure a sua manutenção para um conjunto limitado de bens cruciais" para sectores como a agricultura. Pedro Passos Coelho disse que se vão manter na taxa intermédia de IVA "bens cruciais para setores de produção nacional, como a vinicultura, a agricultura e as pescas", não indicando quais.

"Como garantia aos Portugueses, não haverá alterações na taxa normal do IVA e mantemos os bens essenciais na taxa reduzida, com a preocupação de proteger os mais vulneráveis", acrescentou.

Entre as medidas hoje anunciadas, constam:

- A eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os vencimentos dos funcionários da Administração Pública e das empresas públicas acima de mil euros por mês, bem como para os pensionistas com prestações superiores a este valor. Já os vencimentos situados entre o salário mínimo e os mil euros serão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá, em média, a um só destes subsídios;

- A redução considerável de "bens da taxa intermédia do IVA, embora assegure a sua manutenção para um conjunto limitado de bens cruciais (...) para setores de produção nacional, como a vinicultura, a agricultura e as pescas". Não haverá alterações na taxa normal do IVA e os bens essenciais terão taxa reduzida;

- A manutenção do valor da Taxa Social Única (TSU) e, em alternativa, permitir que o horário de trabalho no sector privado seja aumentado em meia hora por dia nos próximos dois anos;

- As deduções fiscais em sede de IRS para os dois escalões mais elevados serão eliminadas e os restantes verão reduzidos os limites existentes, mas serão salvaguardadas majorações por cada filho do agregado familiar. Serão isentos de tributação em sede de IRS a maioria das prestações sociais, nomeadamente, o subsídio de desemprego, de doença ou de maternidade;

- Cortes "muito substanciais" nos sectores da Saúde e da Educação.

- O Sector Empresarial do Estado (SEE) será alvo de uma "profunda reestruturação", face ao agravamento "substancial" do peso dos prejuízos e do endividamento. Esta reestruturação deverá passar, entre outras medidas, pelo congelamento da atribuição de prémios a gestores públicos enquanto durar o Programa de Assistência Económica e Financeira, ou seja, até ao final de 2013.

 

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Comentários

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ja que querem cortar na saude oxala que esses bandalhos adoecessem todos..

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Os funcionários públicos andam nesta merda há 10 anos.
É o corta, corta;
É o congela, congela;
E agora + os subsídios de férias e natal.
Grandes canalhas, rua com eles todos.
Deitem o Governo abaixo, agora é a altura certa

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Quer dizer, andaram 33 anos a esbanjar, a ir a festas, inaugurações todos os dias, e agora que toca a pagar, o culpado é o Passos Coelho.
Eu tenho que controlar as minhas dividas, não vou andar aí a passear, a jantar fora, a comprar carro novo e depois quando morrer deixar cá as dividas para a minha filha pagar.
Mas não estava à vista de todos que isto ia acontecer ?
Se quisemos inaugurações todos os dias
Agora PIMBA
O pior está para vir.

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Faço minhas as suas palavras! Atirar culpas todos sabem! E culpam sempre aqueles que tentam endireitar as coisas! Aqueles que lhes deram as maminhas todas e os deixaram usar de privilégios a torto e a direito sem a eles terem direito... a esses nunca apontaram o dedo. Claro que vai doer; e infelizmente dói sempre mais àquele que sempre foi cumpridor e honesto. Mas que fazer...

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Endireitar?
As maminhas para os amigos e os boys continuam e a culpa disto estar assim não é do FP que ganha o seu ordenado e trabalha para isso...é dos boys e dos amigos e das da roubalheira que estes tipos nos têm feito mas, quem paga é sempre o zé povinho

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Come e cala-te.
Assim é o Governo de Passos Coelho.
Em relação aos Subsídios de Férias e Natal, a medida que deveria ter sido tomada, era assim:
Todo o valor acima dos 1.000,00 o Estado ficava, para ajudar aqueles que roubaram, tudo bem.
Agora retirar o 13º e 14º mês que tanto custou a ter e a ganhar, isso não.
O Povo tem de estar junto e vir pra rua, tem de existir uma forma de lutarmos contra isto.
Ou será que não!

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Esta cambada é toda igual. Só querem o tacho e depois o povo é que paga. O Sócrates devia ser preso por aquilo que fez. O Passos nas próximas eleições vai de braço dado com o Portinhas para o olho da rua. Vejam o cúmulo, antes das eleições, o Portas e o José Manuel Rodrigues só falavam nos trabalhadores. Agora esquecem-se deles. Se estas medidas saíssem antes das eleições regionais, o CDS não tinha os votos que teve. Embora uma certa senhora de uma figura do PSD andasse a dizer às velhinhas da ginástica que votassem no CDS. Como o companheiro vai ficar no" desemprego político", a tal menina fez campanha pelo CSD.

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ATENÇÂO POVO!! Utilizem os diversos meios que hoje em dia disponibilizamos! as redes sociais são actualmente um meio impressionante de divulgação, à que mostrar toda a indignação que sentimos, 25abril o povo uniu-se e apenas praticamente tinha o radio como meio de informatização e alguns diários que de forma discreta reenvidicavam os direitos e manifestavam o desagrado que o povo sentia na pele! hoje em dia temos a liberdade de expressão na mão! utilizem os meios de informação, façam chegar toda a isatisfação a cada casa.. a cada familia.. hà que mostrar o desagrado! o povo é quem mais ordena! eles estão lá no poder porque foi o povo quem lhes deu a "oportunidade" de governar.. somos nós e os interesses da patria que está em primeiro plano!! mostrem o desagrado para que cada cidadão português sinta que o povo é unido e que todos nós temos um futuro a salvar!!!
Utilizem o facebook como forma de luta para mostrar o desagrado de todos nós!! coloquem um cravo vermelho na foto de perfil.. façam lembrar o povo lutador que sempre fomos!!!

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Portugueses como você é o que nós queremos e quero dizer-lhe que a união faz a força e estou consigo, está bem que cortem onde teem que cortar mas tirar o Abono de família às criânças isso não e mil vezes não!...

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