Ordem dos Médicos tem obrigação de assegurar qualidade da medicina no país

Ana Jorge responde a críticas da OM e FNM

11/05/2011 14:27
Lusa
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A ministra da Saúde desvalorizou hoje críticas da Ordem dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos sobre a capacidade dos médicos colombianos há um mês em Portugal, lembrando que a Ordem deve "assegurar a qualidade da prática da medicina".

"À Ordem dos Médicos compete assegurar a qualidade da prática da medicina em Portugal de todos os médicos, seja qual for a sua nacionalidade", disse Ana Jorge aos jornalistas, à margem da apresentação da Década de Acção pela Segurança Rodoviária, que decorreu hoje, em Lisboa.

As críticas surgiram pela boca da Ordem dos Médicos (OM) e da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) que, ao jornal Diário de Notícias, disseram que está em causa a falta de especialidade.

Da FNAM surge a acusação de que "os médicos colombianos não sabem fazer uma citologia ou sequer aconselhar uma pílula" ou que "um dos médicos gravava as consultas para depois ouvir e perceber melhor o português".

A OM disse entretanto que quer saber junto das administrações regionais de Saúde "como é que estão a ser prestados os cuidados nos centros de saúde".

Às críticas, Ana Jorge responde que "obviamente que para se exercer medicina em Portugal tem que se ter o reconhecimento de uma licenciatura em medicina".

"Isso está feito por uma universidade portuguesa. Para exercer medicina em Portugal, seja quem for, português ou não, tem de estar inscrito na Ordem dos Médicos e a Ordem inscreveu", sublinhou a ministra.

Ana Jorge apontou também que a OM tem "a obrigação" de controlar a qualidade da medicina "para todos os médicos".

Sobre a falta de especialidade e sobre a alegada falta de conhecimento para fazerem planeamento familiar, a ministra da Saúde garantiu que "não é disso que se trata" e deixou a pergunta: "Quantos médicos em Portugal estão preocupados com o planeamento familiar?".

"Se isso assim fosse talvez hoje tivéssemos uma maior adesão ao planeamento familiar e talvez pudéssemos ter redução daquilo que são as interrupções voluntárias de gravidez se cada médico tivesse a preocupação de falar com os seus utentes", respondeu Ana Jorge.

Questionada sobre as declarações do ex secretário de Estado Adjunto e da Saúde Francisco Ramos que disse que a despesa com os medicamentos vai baixar dos actuais três mil milhões de euros para cerca de 1.750 milhões de euros, a ministra disse não ter ouvido, mas adiantou que em matéria de medicamento, a estratégia passa pelo aumento do número de medicamentos genéricos, mas não só.

"Para além de termos os medicamentos genéricos, temos de aumentar a capacidade de prescrição e de adesão à prescrição de genéricos. Conseguimos nestes últimos cinco, seis anos subir de sete ou nove por cento para mais de 20% e precisamos de mais genéricos para atingirmos aquilo que em alguns países ronda já os 50% de prescrição em genéricos", defendeu.

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Comentários

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Alguem ja se perguntou porque medicos estrangeiros e vindos da columbia?
eu sugiro a reflexão

Existem pessoas pagas para andar a requesitar estrangeiros para virem tarabalhar para Portugal. Essas pessoas estão a auferir salários bem elevados e até aposto que são primos politicos dos actuais politicos.
Ou seja job for the boys e ainda com a agravante de afectar a vida das pessoas que um dia tentaram explicar de que sintomas se queixas aos ditos estrangeiros (so resta saber em que lingua?)

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http://www.simedicos.pt/Noticias/Medicos-de-Familia-com-situacao-contrat...

Comunicado do Sindicato Independente dos Médicos:

"... O SIM está em condições de assegurar que o Gabinete de Ana Jorge, com a ajuda imaginativa do Gabinete de Manuel Pizarro, onde pontifica um assessor todo o terreno político e habituado a emergências, o conhecido Luís Cunha Ribeiro, com o beneplácito da Secretária de Estado, perdão, assessora de imprensa, Cláudia Borges, encontrou a solução: propor ao Governo a solicitação imediata, via Ministério dos Negócios Estrangeiros, de concessão de dupla nacionalidade, portuguesa e colombiana, aos médicos de família recém-especialistas.

Com esta ideia genial os médicos de família não vão necessitar de imigrar e podem usufruir dos contratos de trabalho que o Governo concede aos médicos estrangeiros indiferenciados (bem mais vantajosos em termos financeiros) e que não pode conceder aos médicos portugueses que se especializaram no nosso SNS..."

Boa idéia!!

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O dom da mentira...
Estes médicos não estão incritos na Ordem dos Médicos de acordo com carta de 20 de Abril de 2011 da SRS da OM.
Para exercer medicina não basta estar licenciado. Só após 2 anos de formação pós-graduada pode o médico exercer medicina autonomamente.
A questão de quantos médicos em Portugal estão preocupados com o planeamento familiar é uma imensa falta de respeito pelos Médicos de Família, que adquiriram formação específica em saúde infantil, planeamento familiar, saúde materna e que se especializam na pessoa. Foi o Governo que criou medidas de facilitação das IVG's cuja razão de ser não está tão relacionada com a falta de informação das mulheres pelos médicos mas em grande número de casos pelo seu comportamento irresponsável. Não me vão dizer que os acidentes por excesso de velocidade ocorrem por causa da sinalização dos limites de velocidade... São necessários 11 anos de formação em medicina para se formar um Médico de Família em Portugal dos quais 4 na especialidade, ao contrário dos 6 anos necessários pelos médicos colombianos, cubanos. A questão não está na nacionalidade, está na formação específica, na especialidade. Da mesma forma que um carteiro não faz cirurgias às cataratas, estes médicos não têm formação para as funções que desempenham. O cidadão comum está muito desinformado em relação à saúde e à especialidade de MGF e facilmente é enganado com a argumentação da Ministra. Enfim é aquela argumentação que apenas serve para tapar o sol com a peneira. Pelos vistos a Ministra não deve ter lido a carta de 27 de Abril de 2001 da SRS da OM onde são apontadas várias soluções para os cuidados de saúde primários, que passam por deixar de dificultar a vida aos recém-especialistas em MGF que ficam meses, quase anos à espera de serem colocados, que não têm direito a um contrato como os colombianos, nem em regime de horas semanais, nem sequer em exclusividade e têm uma preparação muito superior além de dominarem o contexto da realidade portuguesa e da comunicação. Políticos, os profissionais da aldrabice...

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Pena a Ordem dos Médicos não controlar devidamente a inteligência emocional e a competência de alguns clínicos formados em Portugal. Pena também a OM ter vindo impor a escassez de entradas em Medicina para assim provocar a penúria de médicos portugueses que existe e para assim "valorizar " a classe. Pena também os vários (des) governos terem embarcado na cantiga da OM

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