O presidente francês, Nicolas Sarkozy, considerou ontem que os trabalhos do Quarteto de Madrid para retomar as negociações de paz no Médio Oriente fracassaram e que é preciso mudar o método e acelerar o calendário.
No discurso de abertura do jantar anual do Conselho Representativo das Instituições Judias em França, Sarkozy afirmou que o método da negociação seguido para que se alcance uma solução no conflito israelo-palestiniano "deve considerar-se um fracasso".
O Quarteto de Madrid - Rússia, Estados Unidos da América, União Europeia e Nações Unidas - está a trabalhar há meses para promover o regresso à mesa de negociações e fixou o passado dia 26 de Janeiro para que as duas partes apresentassem as suas posições para o reinício das conversações, um prazo que acabou por não se respeitar.
O presidente francês, que não sugeriu um método alternativo, afirmou que tanto israelitas como palestinianos têm em mãos uma tarefa "mais difícil": confiarem uns nos outros.
"Quem vai dar o primeiro passo? E esse primeiro passo vai ser interpretado como um sinal de força ou de debilidade?", interrogou-se o chefe de Estado francês, apelando a que não passem "outras seis décadas de imobilismo" até porque "toda a gente conhece" os parâmetros de paz.
Sarkozy disse que "jamais reconhecerá de forma unilateral e sem condições o Estado palestiniano" mas sublinhou que a única garantia para a segurança definitiva de Israel é que haja junto da sua fronteira "um Estado palestiniano democrático, viável e moderno".
A posição de Paris, recordou, é a existência de "um Estado para o povo judeu e de outro para o povo palestiniano". Sarkozy disse ainda que os israelitas "podem compreender melhor do que ninguém a esperança dos palestinianos de terem, eles próprios, a pátria com que sonham".
Um regimento específico aprovado para o...


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