O Irão responderá a quaisquer ameaças militares ou petrolíferas de que seja alvo fazendo as "suas próprias ameaças", declarou hoje o guia supremo iraniano, ayatollah Ali Khamenei, num discurso na Universidade de Teerão.
"As ameaças serão uma desvantagem (para aqueles que as proferem). Face às ameaças de guerra e às ameaças petrolíferas, nós também temos as nossas próprias ameaças, que se tornarão realidade no dia que seja necessário", declarou Khamenei.
"Ameaçaram-nos dizendo-nos que 'todas as opções estão em cima da mesa', mas qualquer guerra será dez vezes mais prejudicial para os Estados Unidos que as suas ameaças", que apenas "demonstram a sua impotência", adiantou o número um iraniano neste discurso pronunciado quando o Irão comemora o 33.º aniversário da revolução de 1979.
Os Estados Unidos e Israel deixaram pairar em várias ocasiões, nos últimos anos, a eventualidade de uma ação militar para impedir o Irão de adquirir a arma atómica caso as sanções internacionais impostas contra o Irão desde 2007 não sejam suficientes.
Teerão nega que o programa nuclear civil iraniano esconda um objetivo militar como suspeitam as potências ocidentais e Israel. Os países ocidentais reforçaram as sanções do Conselho de Segurança da ONU em vários pacotes de sanções económicas unilaterais desde 2010 e anunciaram em janeiro a imposição de um embargo contra o banco central e as exportações petrolíferas iranianas.
Teerão afirmou em múltiplas ocasiões que responderia a qualquer agressão militar através do ataque a Israel e às bases norte-americanas no Médio Oriente.
Responsáveis militares iranianos também evocaram a possibilidade de fechar o estreito de Ormuz, por onde transita um terço do tráfego marítimo petrolífero mundial, em caso de bloqueio que impeça o Irão de exportar o seu petróleo.
Um regimento específico aprovado para o...


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