Ministro brasileiro das Cidades pede demissão por entre denúncias de irregularidades

Mário Negromonte estava sob suspeita

03/02/2012 06:15
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Mário Negromonte
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O ministro brasileiro das Cidades, Mário Negromonte, pediu ontem a demissão à Presidente Dilma Rousseff, face a denúncias sobre irregularidades na pasta que tutela.

 

Na carta de demissão, Negromonte salienta que nenhuma das acusações que lhe são feitas foi comprovada e afirma-se como aliado "fiel" da Presidente.

 

 

A situação do ministro complicou-se esta semana, após uma reportagem do diário "Folha de São Paulo" revelar encontros entre dirigentes do Partido Progressista, a que Negromonte pertence e empresários de uma firma de informática que estaria a participar num concurso público.

 

De acordo com a reportagem, o próprio ministro terá participado numa dessas reuniões, na qual os empresários puderam ter acesso à equipe do Ministério para discutir o concurso antes dos demais concorrentes.

 

Em Novembro de 2011, Negromonte já tinha sido convidado para se explicar diante da Câmara dos Deputados e dos Senadores, por suspeitas de irregularidades num projecto de transportes na cidade de Cuiabá, no estado de Mato Grosso do Sul.

 

Inicialmente, o projecto previa a construção de uma linha rápida de autocarros, a um custo de 489 milhões de reais (198 milhões de euros), mas uma nova proposta determinou a construção de uma linha de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o que elevaria o custo da obra para 1,2 mil milhões de reais (cerca de 487 milhões de euros).

 

O megaprojecto, ligado aos programas de mobilidade urbana desenvolvidos para o Mundial de 2014, teria sido alterado após uma modificação "forjada" por técnicos do ministério.

 

Na altura, Negromonte negou as acusações e prometeu abrir uma sindicância interna para apurar os factos.

 

Com a demissão de ontem, o número de ministro substituídos durante o governo de Dilma Rousseff sobe para nove, sendo sete por denúncias de corrupção.

 

Apenas o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o ex-titular da Educação, Fernando Haddad, foram substituídos por outras razões.

 

O governo deverá anunciar em breve o substituto para ocupar o ministério das Cidades. O nome mais cotado até o momento é do deputado Aguinaldo Ribeiro, líder do PP na Câmara.
 

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