Os responsáveis pelas finanças da zona euro querem que os partidos políticos gregos assumam compromissos concretos sobre reformas, depois de acusações de que os maiores partidos do país estão a evitar comprometer-se porque estão já a preparar as próximas eleições.
A zona euro exige também aos bancos credores da Grécia juros mais baixos no acordo para reduzir a dívida pública grega em cerca de 100 mil milhões de euros.
"O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai desenvolver um novo programa com os gregos, mas nós só poderemos concordar com ele se os partidos do governo e outros partidos concordarem com ele", disse a ministra das Finanças da Áustria, Maria Fekter, à chegada ao segundo dia de reuniões dos ministros das Finanças da União Europeia (UE).
"Só se tivermos esta declaração, por escrito, é que haverá mais ajudas", acrescentou, referindo-se ao segundo programa de resgate, no valor de 130 mil milhões de euros, que os líderes europeus acordaram em outubro, mas que ainda está em negociações.
A UE deverá ainda exigir mais esforços à Grécia, que não tem sido capaz de fazer grandes reduções no défice e na dívida, apesar de repetidas vagas de austeridade.
"Um nível sustentável de endividamento é uma pré-condição absoluta para o próximo programa", disse Jan Kees, ministro das Finanças holandês, em declarações à imprensa, citado pala agência noticiosa France Presse.
A zona euro já tinha exigido -- e recebido -- um compromisso escrito por parte dos partidos que apoiam o governo tecnocrata do primeiro-ministro Lucas Papademos para libertar uma prestação de oito mil milhões de euros do primeiro pacote de resgate, no valor de 110 mil milhões de euros, aprovado em Maio de 2010.
O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, em declarações à imprensa grega, já afirmou que vai tentar que os partidos assinem este compromisso político antes da cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, marcada para segunda-feira.
A dificuldade, dizem diplomatas e outros observadores, é que, com as eleições gregas marcadas para Abril, os partidos estão a evitar a aplicação das medidas de austeridade que já foram acordadas.
Os parceiros da Grécia na UE continuam, no entanto, a pressionar Atenas para que aplique as reformas estruturais no mercado de trabalho e noutros sectores da economia, para estimular o crescimento grego, apesar das medidas de austeridade que representaram, no ano passado, cerca de 9,6% do Produto Interno Bruto.
"É óbvio que a implementação na Grécia falhou", disse hoje Anders Borg, ministro das Finanças da Suécia, país que participou no resgate grego, apesar de estar fora da zona euro.
"No que toca às reformas estruturais, às reformas fiscais, eles não cumpriram", acrescentou Borg.
Na segunda-feira, os ministros das Finanças da Zona Euro rejeitaram os termos dos credores privados sobre a reestruturação de parte da dívida publicado país e defenderam que o juro dos novos títulos de dívida grega se deverá situar abaixo dos 3,5% até 2020, abaixo da proposta dos negociadores que representam os privados na negociação com Atenas.
Como sempre e dado que o POVO MADEIRENSE...


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