A oposição venezuelana questionou o facto de Henry Rangel Silva ter assumido o cargo de ministro da Defesa, dadas as suspeitas de ligação ao narcotráfico e às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e instou o presidente do país vizinho a tomar uma posição.
"Esta designação tem uma carga explosiva para Venezuela, para os povos latino-americanos, porque este general designado ministro da Defesa tem acusações nos Estados Unidos, as suas contas bancárias foram congeladas pelo Tesouro norte-americano e há acusações também do Departamento de Estado", disse Pablo Medina.
Pablo Medina é um dos seis candidatos da Mesa de Unidade Democrática às primárias da oposição, marcadas para 12 de Fevereiro, durante as quais será eleito o candidato que irá enfrentar o presidente, Hugo Chávez, nas presidenciais de 7 de Outubro.
Segundo o responsável, a designação de Henry Rangel Silva como ministro da Defesa "faz parte de uma decisão estratégica de Hugo Chávez para preparar a transição 'pós-mortem' e, ao mesmo tempo, as condições para a fraude que pretende impor" nas próximas eleições presidenciais.
"Esta é uma decisão que tem importância além da Venezuela porque ele é acusado de ser um dos agentes importantes do narcotráfico, cujas fontes, raízes e conexões estão situadas também na Colômbia, através das FARC. Por isso, exijo o mesmo que pede a imprensa colombiana e outros organismos ao presidente da Colômbia, ao presidente Santos (Juan Manuel), que tome posição em relação a esta designação", disse.
A 7 de Janeiro, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nomeou como novo ministro da Defesa o general Henry Rangel Silva, um militar que o Tesouro americano incluiu, em 2008, na listagem de suspeitos com alegados vínculos ao narcotráfico.
Heny Rangel Silva, que assumiu funções a 17 de Janeiro, é acusado de estar envolvido em actividades relacionadas com a assistência a narcotraficantes e a guerrilheiros das FARC, algo que tem vindo a negar com insistência.
Em Novembro de 2010, Henry Rangel Silva, chefe do comando estratégico operacional, confirmou a lealdade das Forças Armadas Venezuelanas ao presidente Hugo Chávez e ao seu projecto de um regime de socialismo do século XXI, sublinhando que um eventual governo com a oposição seria difícil.
"As Forças Armadas Venezuelanas não têm lealdade a meias, mas sim completa para com um povo, um projecto de vida e um comandante e chefe. Casámo-nos com este projecto de país", disse Henry Rangel Silva.
As suas declarações levantaram uma intensa polémica no país, levando-o a afirmar que tinha sido mal interpretado e a assegurar que estava comprometido com um projecto de país e não com uma pessoa.
Como sempre e dado que o POVO MADEIRENSE...


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