Um dirigente da oposição venezuelana demarcou-se ontem da visita de dois dias que o presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, realizou à Venezuela, por considerar que a mesma teve fins ideológicos e não beneficia os cidadãos do país.
"Não creio que seja uma relação oportuna para os venezuelanos", disse o líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, à Agência Lusa.
Este dirigente oposicionista é um dos seis candidatos às primárias da oposição, previstas para Fevereiro, durante as quais vai ser eleito o político que competirá contra Hugo Chávez nas eleições presidenciais de Outubro próximo.
"A relação da Venezuela com o Irão é uma relação que não está enquadrada no que foi a nossa trajetória histórica, que culturalmente tem (ocasiona) grandes choques, (porque) no Irão uma mulher que não se vista como sugere o governo é submetida ao escárnio e os seus direitos humanos são violentados", frisou.
Afirmou ainda que "o Irão é um país onde assassinaram mais de 200 mil pessoas desde 1979, por razões políticas".
"Evidentemente que essas são razões que nada têm que ver com o que tem sido a trajetória e o que é a visão que temos, os venezuelanos, do nosso país para o futuro", concluiu.
Mahmoud Ahmadinejad iniciou no domingo um périplo de cinco dias pela América Latina, que começou por Caracas, onde assinou na segunda-feira acordos de cooperação bilateral nas áreas de indústria, ciência, tecnologia e política.
Depois da Venezuela, viajou para a Nicarágua, para assistir à tomada de posse do reeleito presidente Daniel Ortega.
Hoje chegará ao aeroporto internacional José Martí, em Havana, após o que se reunirá com o seu homólogo Raul Castro e dará uma conferência na Universidade de Havana.
Por confirmar está um possível encontro com Fidel Castro.
Mahmoud Ahmadinejad deslocar-se-á depois ao Equador e à Guatemala.
A visita realiza-se num momento em que as tensões entre Washington e Teerão crescem, depois de o Irão ter ameaçado bloquear o estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 35 por cento do petróleo exportado para o mundo, em resposta às sanções dos países ocidentais motivadas pelo seu programa nuclear.
Como sempre e dado que o POVO MADEIRENSE...


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