A 17.ª Cimeira da Convenção das Nações Unidas Contra as Alterações Climáticas começou ontem em Durban, na África da Sul, acentuando a incerteza quanto à continuidade do Protocolo de Quioto, que define limites às emissões poluentes.
O futuro do Protocolo de Quioto, único tratado internacional que impõe metas de redução das emissões de gases com efeito de estufa, é visto com um assunto delicado, a par do financiamento.
O protocolo, assinado em 1997, apenas obriga 37 países industrializados e a União Europeia a diminuírem as suas emissões em cinco por cento entre 2008 e 2012.
A sua possível renovação é um problema urgente a resolver, já que o primeiro período de compromisso do acordo expira precisamente no final do próximo ano.
Segundo as agências internacionais de notícias, os países em desenvolvimento exigem dos desenvolvidos compromissos ambientais depois de 2012 e negociações que conduzam a um novo acordo internacional que implique todas as nações.
Os EUA, segundo maior emissor absoluto de dióxido de carbono, depois da China, continua sem ratificar o Protocolo de Quioto. O acordo, discutido e negociado naquela cidade japonesa, deixou sem compromissos a China, o Brasil e a Índia, por serem economias emergentes.
Ontem, em Durban, o segundo enviado dos Estados Unidos para as Alterações Climáticas, Jonathan Pershing, frisou que qualquer futuro acordo de redução das emissões de gases poluentes que substitua Quioto deverá implicar, de igual modo, os países industrializados e as economias emergentes, como a China.
Reconhecendo que os EUA não ratificaram o Protocolo de Quioto, Pershing enfatizou, no entanto, que não está, neste momento, em debate a renovação do tratado.
O futuro de Quioto tornou-se mais nebuloso depois de o governo canadiano ter manifestado que o acordo era "coisa do passado", sem confirmar nem desmentir notícias que dão conta de que o Canadá anunciará, antes do fim do ano, a sua desvinculação formal do tratado.
Pela União Europeia, o negociador Tomasz Chruszczow defendeu a necessidade de um "acordo global que complemente" o Protocolo de Quioto.
A cimeira COP17 da Convenção das Nações Unidas Contra as Alterações Climáticas, que decorrerá durante 12 dias, reúne 183 Estados.
tambem era bom o DN dar o seu IP à PJ, pois...


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