As autoridades chinesas enviaram um forte contingente de segurança para a Mongólia Interior para controlarem as manifestações iniciadas na semana passada em prol dos direitos da minoria mongol.
Segundo a agência France Press, várias cidades estão a ser alvo de fortes medidas de segurança, tendo o Centro de Informação sobre Direitos Humanos no sul da Mongólia, uma organização sediada nos Estados Unidos, avançado que as autoridades proibiram o acesso às universidades e espaços públicos, de forma a evitar que os protestos ganhem a dimensão dos movimentos que têm agitado o mundo árabe nos últimos meses.
Segundo fontes ligadas aos hotéis e comércio local citadas pela rádio de Hong Kong, a polícia está em força nas ruas, tendo isolado a praça central, e o acesso à Internet foi cortado em algumas áreas.
As manifestações da semana passada são relatadas como as maiores dos últimos 20 anos, envolvendo milhares de mongóis, que sentem a sua identidade ameaçada pela migração em larga escala de chineses de etnia Han, dominante na China.
Os protestos começaram a 23 de Maio em vários locais da região, na sequência da morte de um pastor atropelado por um veículo conduzido por um Han.
O incidente ocorreu quando o pastor e outros criadores tentavam bloquear um comboio de mercadorias que transportava carvão na região de Xilinhot.
Na sexta-feira, 300 polícias e centenas de manifestantes, estudantes e pastores envolveram-se em confrontos, na faixa de Shuluun Huh.
Os Açores dão mais do que isso ao Sata...


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