O movimento islamita Hamas considerou hoje "humilhante" e "degradante" a realização de uma nova sessão de negociações directas de paz, sob a égide dos Estados Unidos, na terça e quarta feiras.
Ismail Radwan, dirigente do movimento que controla a Faixa de Gaza, repetiu ainda que o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmud Abbas, "não está autorizado a negociar em nome do povo palestiniano".
"Qualquer acordo saído dessas negociações não poderá comprometer o nosso povo", disse à France Press.
O Hamas tomou o poder em Junho de 2007, em Gaza, derrotando as forças fiéis ao presidente Abbas, cuja autoridade se restringe à Cisjordânia.
Abbas participa terça e quarta feiras na segunda sessão de negociações directas com Israel, sob a égide dos EUA.
O Hamas, que venceu as eleições legislativas palestinianas em 2006, recusa reconhecer Israel e opõe-se ao regresso às negociações.
O seu braço armado reivindicou dois ataques recentes na Cisjordânia, que provocaram a morte a quatro colonos israelitas.
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