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Português na Venezuela suspendeu greve de fome

Empresário recebeu documento que anula confiscação de terras

09/09/2010 07:37
Lusa
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O empresário português Francisco Alves que na quarta-feira suspendeu uma greve de fome, que mantinha desde domingo, contra a anunciada confiscação pelo Estado de uma sua propriedade, já recebeu um documento do Instituto Nacional de Terras que anula a medida.

"Estou a caminho de Valência (cidade), tenho em meu poder o documento que anula completamente o decreto de resgate do meu terreno por parte do Estado", disse.
Em declarações à Agência Lusa o empresário explicou que em casa todos estavam à sua espera.

"Já passámos uma etapa e agora temos que trabalhar, mas primeiro vou dedicar um ou dois dias a descansar (...) Já comi, uma sopinha ao meio dia e outra à noite. Sinto-me bastante melhor e amanhã vou a uma clínica, verificar os valores do açúcar e fazer exames médicos", frisou.

Francisco Alves Félix iniciou no domingo uma greve de fome, para evitar a confiscação de uma propriedade e apelou ao Governo português que intercedesse junto dos seus homólogos venezuelanos, pedindo respeito pelos seus direitos.

Na quarta-feira suspendeu a greve de fome, para se reunir, em Caracas, com o ministro venezuelano da Agricultura e Terras, Juan Carlos Loyo, que lhe prometeu revogar a medida de confiscação das propriedades.

Manifestando sentir-se debilitado pelos três dias de greve de fome, explicou que a reunião com Juan Carlos Loyo decorreu num ambiente de respeito e de diálogo "muito proveitoso".

Declarou-se agradecido ao Governo português, nomeadamente ao cônsul geral de Portugal em Valência, António Chrystêllo Tavares, pelo apoio prestado.

Durante a greve de fome recebeu manifestações de solidariedade da comunidade lusa, da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio e Turismo e da imprensa venezuelana e internacional.

Natural de Vila Franca de Xira e emigrado na Venezuela há 26 anos, Francisco Alves Félix dedica-se à actividade metalúrgica e instalações industriais.

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Comentários

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Mais lhe valeu chegar a um acordo com o governo de Chávez, caso contrario iria morrer de fome como o Franklim Brito. Não deve haver outra alternativa, porque para trás nem para colher impulso.

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