Israelitas e palestinianos retomam a partir de hoje em Washington oficialmente as conversações directas de paz, interrompidas desde Dezembro de 2008.
As primeiras negociações directas em quase dois anos entre o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, e o primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, decorrem a convite de Barack Obama na Casa Branca.
O Presidente norte-americano, que na quarta-feira ofereceu um jantar a Abbas, Netanyahu, ao Presidente egípcio, Hosni Mubarak, e ao rei da Jordânia, Abdallah II, disse esperar ver um acordo de paz dentro de um ano.
O presidente da Autoridade Palestiniana alertou que não hesitará em abandonar as negociações se Israel não prolongar a moratória de 10 meses à construção nos colonatos que expira a 26 de Setembro.
Por sua vez, o chefe do executivo israelita não se comprometeu com um prolongamento e está sob pressão de parceiros da coligação conservadores para recomeçar a construção.
O início das primeiras negociações directas entre israelitas e palestinianos foram abaladas por um atentado reivindicado na quarta-feira pelos islamitas do Hamas que matou quatro colonos israelitas em Hebron, na Cisjordânia.
Uma sondagem recente realizada pela organização Arab World for Research and Development (AWRAD) refere que 65% dos palestinianos apoiam as negociações de paz com Israel se estas incluírem o congelamento da construção nos colonatos judeus e garantias internacionais para a construção de um Estado.
De acordo com o mesmo estudo, que mostra uma clara divisão dos palestinianos em relação às soluções que estariam dispostos a aceitar para resolver o conflito, apenas oito por cento dos inquiridos aceita as negociações de forma incondicional.
Bem hajam os portosantenses pela dignidade...


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