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Caracas acusa Álvaro Uribe de "dinamitar" diálogo com futuro governo de Bogotá

29/07/2010 07:47
Lusa
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 O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou hoje o actual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de "dinamitar as possibilidades" de diálogo com o futuro presidente, Juan Manuel Santos.

O governo colombiano montou à última da hora um show político e mediático para agredir o governo bolivariano da Venezuela e para dinamitar as possibilidades de que com o novo governo [colombiano] se abram caminhos de diálogo, de trabalho conjunto, de superação de problemas", disse.

Presidente da Colômbia desde 2002, Álvaro Uribe deixará o poder a 7 de Agosto de 2010, altura em que será substituído pelo ex-ministro da Defesa do seu governo, Juan Manuel Santos.

Nicolás Maduro falava em Cochabamba, na Bolívia, no âmbito de um périplo que o levou também ao Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, para preparar a reunião de chefes de diplomacia da União de Nações da América do Sul, que terá lugar na quinta-feira, no Equador, onde apresentará "um plano de paz permanente com a Colômbia".

A 22 de Julho, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu as relações bilaterais com Bogotá, na sequência da acusação colombiana, na Organização de Estados Americanos (OEA), de que a Venezuela protege guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Segundo Bogotá, 1500 guerrilheiros estão refugiados em território venezuelano.

As relações entre Caracas e Bogotá estavam congeladas desde 28 de Julho do ano passado, por decisão da Venezuela, em protesto contra o anúncio das autoridades colombianas de que tinham encontrado um lote de armas, procedente da Venezuela, nas mãos da guerrilha.

No centro da polémica está ainda a decisão de Bogotá de permitir aos Estados Unidos usarem sete bases militares no país, no âmbito de um programa de luta contra o narcotráfico e o terrorismo.

No domingo, Hugo Chávez acusou Washington de usar a vizinha Colômbia para promover uma acção bélica contra a Venezuela e ameaçou suspender o envio de petróleo para os EUA.

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