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Israel avança com colonatos contrariando directrizes para a paz

Decisão gerou confrontos entre centenas de jovens palestinianos e forças de segurança israelitas em vários bairros de Jerusalém oriental

17/03/2010 09:39
Lusa
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Confrontos entre centenas de jovens palestinianos e elementos da segurança israelita, enviados em massa para Jerusalém oriental, registaram-se terça-feira na zona, tendo o enviado norte-americano para o Médio Oriente, George Mitchell, adiado a visita à região.
A visita de Mitchell à Cisjordânia e a Israel para o lançamento de negociações indirectas entre israelitas e palestinianos, deveria realizar-se ontem mas foi adiada, segundo um comunicado da embaixada dos Estados Unidos em Israel.
As relações entre Israel e os Estados Unidos entraram numa grave crise diplomática devido à política de colonização israelita em Jerusalém oriental anexada por Israel em 1967, mas nunca reconhecida pela comunidade internacional.
A decisão israelita de prosseguir com os colonatos e inaugurar uma sinagoga provocou a revolta entre palestinianos, que fizeram saber que não regressarão à mesa das negociações antes do fim total da colonização israelita em Jerusalém oriental e na Cisjordânia.
A inauguração da histórica sinagoga de Hurva, numa cerimónia denunciada pelo movimento palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, aumentou os protestos, tendo o Hamas convocado para hoje uma 'jornada de ira'.
A sinagoga da Hurva (ruína, em hebreu), um dos locais de culto dos judeus na Palestina antes da criação do Estado de Israel, em 1948, foi reconstruída por completo, 62 anos depois de ter sido destruída por jordanos.
No campo de refugiados de Chufat, manifestantes lançaram pedras contra polícias e guardas-fronteiriços israelitas que ripostaram lançando granadas de gás lacrimogéneo e disparando balas de borracha.
Várias detenções foram efectuadas e dois polícias ficaram feridos, segundo o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.
Os confrontos continuam em Issawiyeh, bairro de maioria palestiniana situado em Jerusalém oriental, onde a polícia e guardas-fronteiriços dispersaram os manifestantes.
Também se registaram confrontos em Wadi Joz, outro bairro situado no sector de Jerusalém de maioria árabe, anexado em 1967.
Um guarda-fronteiriço ficou ferido na Cidade Antiga de Jerusalém quando dois 'cocktail molotov' foram lançados no bairro de Silwan, em Jerusalém oriental.
Registaram-se também confrontos na passagem de Qalandiya, a norte de Jerusalém, onde dezenas de jovens palestinianos lançaram pedras contra polícias que ripostaram com balas de borracha.
Qalandiya é o principal ponto de passagem entre Jerusalém e Ramallah, onde se encontra a sede da Autoridade Palestiniana do presidente Mahmud Abbas.

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