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A importância dos madeirenses no mundo

Gonçalo Nuno dos Santos recomenda melhor atenção para os emigrantes portugueses

15/02/2012 00:22
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Os emigrantes são importantes agentes de opinião para o nosso País, por isso Portugal deve prestar mais atenção e carinho a estes cidadãos que vivem afastados do território nacional, mas que muitas vezes são mais patriotas que os conterrâneos que vivem na Europa. A ideia foi deixada ontem por Gonçalo Nuno dos Santos, director do Centro das Comunidades Madeirenses, durante uma conferência que proferiu no auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico, subordinada ao tema ‘Os Madeirenses no Mundo’.

O orador falou da sua experiência e do contacto privilegiado que ao longo dos últimos 30 anos tem desenvolvido na Diáspora Portuguesa, em diversos países com núcleos de emigrantes lusitanos, nomeadamente originários da Madeira, e alertou a plateia para a importância destes cidadãos para o País e a cooperação que poderão prestar neste momento difícil da vida nacional. Por isso defendeu uma maior abertura de Lisboa às suas pretensões, de forma a ser criado um sistema eleitoral que facilite a sua intervenção na vida política nacional.

No momento actual os emigrantes são a única riqueza com que a Madeira pode e deve contar, pois poderão ser agentes de investimentos e, através disso, criar riqueza e mais emprego na Região Autónoma.

Gonçalo Nuno dos Santos referiu-se aos casos específicos da Venezuela, onde vivem cerca de 400 mil madeirenses; da África do Sul, onde a comunidade se encontra espalhada pelo imenso território da África Austral, liderando actividades económicas em diversos sectores e, também, ao Reino Unido, onde a presença de madeirenses tem crescido muito nos últimos anos, nomeadamente na área metropolitana da cidade de Londres. Nas ilhas do Canal da Mancha, os madeirenses são o terceiro grupo étnico e representa cerca de sete por cento da população que vive na ilha de Jersey. Cerca de sete mil pessoas numa população total de 93 mil habitantes.

Hoje mudou o paradigma da emigração, que voltou a aumentar, depois de duas décadas de baixa, disse Gonçalo Santos. Os candidatos a emigrantes têm agora melhor instrução, partem cientes do que vão encontrar, estão habilitados para desempenhar funções mais exigentes, muitas vezes com um grau de formação superior. Porque o paradigma também mudou em relação aos seus propósitos e ambições de futuro, não esperemos deles o envio de remessas em dinheiro, nem um objectivo de regressar à sua terra.

No entanto, avisa o director do Centro das Comunidades Madeirenses, não devemos perdê-los de vista, pois são um potencial que a Região Autónoma tem no exterior. Calcula-se que vivam fora da Madeira cerca de dois milhões de madeirenses e descendentes até à terceira geração.

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Este adora protagonismo de terceira geração ! Nem sequer a antiga vice cônsul da africa do sul que se demitiu do cargo para cá ficar a atura-lo,pôs-se a milhas de volta a terra dela !

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