Dinheiro não vai chegar para pagar aos fornecedores

27/01/2012 20:53
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O CDS-PP duvida que os 1,5 mil milhões de euros que a Região vai receber no âmbito do plano de ajustamento financeiro chegem para o Governo Regional cumprir os compromissos assumidos. "As necessidades da Região nesta legislatura são de 3,5 mil milhões de euros, e só foram acordados 1,5 mil milhões o que é manifestamente pouco para as necessidades prementes da Madeira", disse o deputado Rui Barreto, lembrando que só par apagar dívidas aos fornecedores o Governo Regional precisa urgentemente de dois mil milhões de euros.

"Por isso, temos sérias dúvidas que o Governo Regional consiga a sustentabilidade futura da Região", vincou o deputado dos 'populares', considerando como "brutal" as expectivas que o executivo de Alberto João Jardim tem para o aumento da receita. Do lado da despesa, o corte de 520 milhões de euros é, lembra Rui Barreto, um pouco superior à receita total da Madeira.

Este acordo, considera Rui Barreto, é um mau acordo, que revela uma "total incompetência" da parte do Governo Regional. "O pedido de ajuda foi feito em Agosto do ano passado, e não compreendemos como é que levou seis meses até ser concretizado", diz o deputado, acusando o executivo madeirense de ter deixado que a situação atingisse o "limite" perdendo qualquer força negocial.

"Uma coisa eu corroboro, este é um programa exigente e duro para os madeirenses, que vão ser confrontados com uma realidade que foi escondida durante muitos anos", acrescenta Rui Barreto, responsabilizando o "desvario no investimento" e a ausência de uma análise custo/benefício para o "descontrolo" a que chegaram as contas públicas madeirenses.

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Comentários

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A culpa disto tudo é do Alberto João. Pena que os madeirenses vão ter de pagar as asneiras daquele homem. O CDS bem que avisou a tempo.

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Se escutou como eu, o que já se sabia, este montante, que não tem nada a ver com os 6.300 milhões mais os 1.700 milhões, é só para pagamentos aos pequenos e médios credores que não podem utilizar créditos junto da banca após ser ouvida a Junta de Crédito Público.

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