O inquérito interno do Exército à morte de um soldado num exercício militar na ilha do Porto Santo, em Novembro do ano passado, aponta para acidente devido a queda, disse à agência Lusa fonte da instituição militar.
O soldado, natural da Madeira e pertencente ao Regimento de Guarnição n.º 3, no Funchal, integrava o grupo de cerca de 250 militares dos três ramos das Forças Armadas que em novembro participaram num exercício na ilha.
O militar estava na área do treino, na Calheta, num posto junto ao mar, quando foi detectada a sua falta, na madrugada do dia 10.
Para este dia estavam previstas várias actividades, que incluíam a demonstração de meios humanos e materiais a várias entidades da Região Autónoma da Madeira e à comunicação social, que acabaram por ser canceladas e o exercício suspenso.
Os meios que estavam afectos ao exercício, que visou testar a resposta militar e da Protecção Civil a uma crise internacional, acabaram por ser envolvidos nas buscas, nas quais participaram outras entidades.
As operações decorreram durante uma semana e culminaram, no dia 16 de Novembro, na localização do corpo do militar, em terra, na faixa litoral, na zona do Zimbralinho, onde se suspeitava ter desaparecido.
Contactado o porta-voz do Exército, o tenente-coronel Jorge Pedro afirmou à agência Lusa que "o processo interno está praticamente concluído", recusando, contudo, avançar com as suas conclusões por "decorrer, ainda, o inquérito no Ministério Público".
"Enquanto esse não estiver concluído, o Exército não divulgará o resultado", garantiu o porta-voz, assegurando que se for apurada a responsabilidade da instituição militar esta será assumida perante a família do soldado.
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