A África do Sul tem feito imensos progressos em matéria de combate à criminalidade e à violência. A garantia foi deixada hoje, ao início da tarde, pela embaixadora da África do Sul em Lisboa, Keitumetse Matthews, após um encontro com o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), Miguel Mendonça.
À saída da audiência, Keitumetse Matthews afirmou que é "fácil" conversar com pessoas que têm laços afectivos e familiares fortes com a África do Sul.
Sobre o problema da violência que afecta a bem sucedida comunidade madeirense na África do Sul, ao ponto de ter sido criado um Fórum e de haver cooperação policial entre os dois países, a diplomata disse que esse problema está a ser cada vez mais debelado.
Pela conversa que teve horas antes com Alberto João Jardim, Keitumetse Matthews recebeu do presidente a confirmação de que a comunidade madeirense está satisfeita naquele país e que muitos emigrantes não tencionam voltar definitivamente à Região porque se sentem também sul-africanos.
Por isso, a embaixadora explicou que o problema da violência tem de ser visto num contexto histórico. "A África do Sul é um país calmo", assegurou. O que acontece é que as feridas do 'Apartheid' só se dissipam com tempo mas as coisas estão a compôr-se conforme provou o país ao organizar o Mundial de Futebol em 2010.
"Só se passaram 21 anos desde que conseguimos a nossa libertação [abolição do Apartheid]. Os caminhos que seguimos têm sido extremamente bem sucedidos", disse. Refira-se que o regime do 'Apartheid' durou 46 anos e só terminou em 1994 com a eleição de Nelson Mandela para presidente.
Sobre a forma de incrementar ainda mais laços entre Portugal e a África do Sul, a embaixadora prometeu "continuar este diálogo", particularmente na área dos negócios. No turismo, por exemplo, é possível trazer mais sul-africanos à Madeira que não apenas o chamado turismo da saudade.
A TAP deixou se voar directamente entre Lisboa e a África do Sul mas Keitumetse Matthews acredita que a escala que a transportadora faz em Maputo não é suficientemente dissuassora para que haja menos tráfego aéreo entre os dois países. Basta que haja mais promoção dos dois lados e a concorrência entre as companhias aéreas fará o resto.
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