A presidente do conselho de administração do Centro de Segurança Social da Madeira (CSSM), Bernardete Vieira disse esta manhã que, no 1.º semestre de 2011 (até final de Junho), os serviços acompanharam 990 casos.
A novidade foi avançada esta manhã à margem da sessão de abertura do seminário 'A Protecção de Crianças e Jovens no diálogo e na mediação' que reúne, num hotel do Caniço, mais de 180 profissionais de diversas áreas (polícias, professores, assistentes sociais, técnicos de saúde, psicólogos, juristas, etc.). A iniciativa é promovida pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Santa Cruz à qual aderiu o presidente da Câmara, José Alberto Gonçalves.
Já a 15 de Setembro, na cidade de Santa Cruz, se tinha realizado um 'workshop' intitulado 'Violência doméstica -Intervenção em rede' no âmbito da campanha itinerante contra a violência doméstica denominada 'Só Bem-Me-Quer' que, durante um mês, percorreru todas as freguesias do concelho.
Aos jornalistas, Bernardete Vieira adiantou que o número de crianças acompanhadas no 1.º semestre de 2011 (990) é "ligeiramente inferior ao ano passado". O Funchal lidera o número de casos em acompanhamento, logo seguido de Santa Cruz.
Sobre a hierarquia do tipo de casos mais frequentes, Bernardete Vieira colocou à cabeça a negligência (crianças entregues a si próprias -cerca de 550 crianças sinalizadas); os maus tratos psicológicos/emocionais; o absentismo/abandono escolar; e os abusos sexuais.
A instabilidade familiar associada à crise económica, à violência doméstica, ao aumento do número de divórcios e situações mal resolvidas entre os progenitores estão na origem destes problemas.
Por seu turno, o presidente em exercício da CPCJ de Santa Cruz, Emanuel Gouveia adiantou que, em 2010, a Comissão acompanhou 350 processos (150 resolvidos) e que o número de casos "tem estabilizado".
Emanuel Gouveia admitiu que, com a crise económica das famílias e com a crise de valores, o número de casos possa crescer. Daí que seja importante todos os agentes estarem prevenidos para intervir precocemente.
Sobre o Bairro da Nogueira, disse que é tempo de se acabar com o anátema em relação aquele bairro da freguesia da Camacha. "Temos de desfazer esse mito", disse.
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