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Portugueses queixam-se pouco ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem

Ireneu Barreto atribui 'culpa' ao desconhecimento da popualção em geral e dos advogados em particular

06/10/2011 18:43
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Ireneu Barreto, TEDH
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O Representante da República e ex-juiz do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH), Ireneu Barreto disse esta tarde que Portugal continua a ser um dos Estados Europeus que menos queixas, per capita, apresenta naquele alto Tribunal.

"Se tivermos em atenção a população portuguesa e o número de queixas, Portugal ocupa um lugar muito baixo, é dos mais baixos em relação ao número de queixas apresentadas", disse.

Uma das razões apontadas para o não uso desse expediente por parte dos portugueses é o desconhecimento pela forma como funciona o TEDH. Desconhecimento quer por parte de advogados quer por parte da população em geral. É que, se é certo que o recurso a um advogado ajuda na tarefa, Ireneu Barreto disse que há formas bem mais simples de formalizar uma queixa no TEDH.

"Qualquer cidadão tem acesso ao Tribunal. Basta uma simples carta escrita na língua materna para desencadear o processo", disse. Só se o processo se complicar se requer a assistência de um advogado ou de um assistente judiciário providenciado pelo próprio TEDH.

"Que ninguém deixe de se dirigir ao Tribunal se não tiver advogado", recomendou.

Sobre o tipo de queixas, disse que "as estatísticas, até 2010, relacionadas com todos os países e, no que diz respeito a Portugal, mais de 50% das queixas tinham a ver com a morosidade da Justiça. Um mal que nos aflige mas que é mais ou menos comum a todos os países que estão ligados ao Conselho da Europa", disse.

Sobre a morosidade, disse que o diganóstico é fácil de fazer, o remédio é que não. Em todo o caso, deposita esperanças em que a actual Ministra da Justiça de Portugal, Paula Teixeira da Cruz, tenha o antídoto para o problema face à sua "determinação e coragem".

Ireneu Barreto falava aos jornalistas à margem de uma conferência promovida pela Associação dos Jovens Advogados da Madeira (AJAM) sob o tema 'O recurso para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem'.

Ireneu Barreto foi, durante 12 anos, juiz no TEDH. Tem experiência e bibliografia publicada em matéria de direitos humanos. Enquanto esteve no TEDH, cargo que deixou em Março de 2011 para o jurista Paulo Pinto de Albuquerque, recebeu poucos casos relacionados com a Madeira. Lembra-se de um caso que chegou ao fim (o caso Velosa Barreto) relacionado com o direito a ter uma habitação própria.

"O Tribunal [TEDH) é a última esperança para as pessoas que perderam a esperança a nível interno", sentenciou.

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Comentários

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Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.

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Vou queixar-me contra a existência desse tacho (Representante da República) que muito custa e para nada serve.
O seu trabalho poderia ser feito por um dos muitos assessores do Presidente da República.
De resto não recebe os Partidos quando é preciso, não manda um papo, nem um, neste actual quadro de circunstâncias eleitorais e económicas.
Temos de despachá-lo.

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Já queixei me uma vez, vêm para aqui atirar areia aos olhos, grande seca, estes senhores q fazem com esta categoria, figuras simbólicas. Mas podem deixar q vou me queixar outra vez depois vou ao diario contar o sucedido. Este é como os direitos fundamentais afirma de que "todos os cidadãos têm direito à segurança, a uma habitação enfi os direitos de 1ª geração," . Quantas fa,ilias q nem casa têm , q fantoche estas falsas promessas, a não ser para alguns!!
A propósito não tem nada que ver uma coisa com a outra mas se não me engano temos uma cidadã estrangeira a trabalhar nos serviços do centro de emprego na loja do cidadão !! Aliás, ela pouco fala para não percebermos o sotaque. Também ja vivi fora e não era permitido pela lei do país em questão concorrer a cargos do governo.

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O tuga só se queixa na em casa, na net ou no café. Quando é para reclamar até votam nos culpados.

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Uma boa ideia, vamos todos os enfermeiros escrever, porque razão somos licenciados à mais de dez anos e tratados como lixo, pelo Estado Português, descriminados entre outras licenciaturas, na saúde, com muito menos responsabilidades, com mais riscos de nos serem apontadas situações de negligência, sem o correspondente valor salarial, que essa responsabilidade e esse risco acarreta...agora quem já devia ter processado o Estado Português deveria ter sido a OE, pela responsabilidade que o Estado Português tem na difamação do bom nome da profissão de enfermagem pela descriminação entre licenciaturas e a sua consequente desvalorização social e salarial,,,em termos de vencimento base que todos os técnicos superiores deveriam auferir em inicio de carreira...

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Nada mais normal que os portugueses recorrerem pouco ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. A verdade é que por detrás de todo esse processo, esconde-se os honorários dos Senhores Advogados que custam milhares e milhares de euros, e o português médio, não tem possibilidades para isso. Como toda a gente sabe, sempre houve e haverá falta de justiça em Portugal, enquanto não se mudarem certas mentalidades.

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