O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) inaugurou hoje a nova sede na Calçada da Cabouqueira, no Funchal. A cerimónia contou com a presença de vários responsáveis do sindicato, presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, Coordenador nacional da FENPROF, Mário Nogueira, e várias dezenas de docentes da região autónoma.
À margem da cerimónia, no exterior das instalações, estiveram os candidatos do PND às legislativas regionais, que criticaram a presença do líder do executivo madeirense na cerimónia.
Alberto João Jardim aproveitou a ocasião para fazer um ponto de situação a um conjunto de reivindicações e preocupações da classe docente, entre elas o novo regulamento sobre a formação de professores, adaptação à Região do novo Estatuto da Carreira Docente, avaliação de desempenho e pagamento de retroactivos.
De acordo com o governante, a primeira questão – regulamento relativo à formação de professores – está pronta a ser apreciada pelos sindicatos e define as entidades habilitadas a dar formação. A proposta de adaptação do novo Estatuto, bem como a referente à avaliação de desempenho estão igualmente concluídas e prontas para a negociação, antes de seguirem para a Assembleia Legislativa da Madeira.
O último ponto - pagamento de retroactivos -, embora incluído e aprovado no último Orçamento Rectificativo terá de aguardar pela conclusão das negociações com o Governo da República.
“A preocupação de um futuro governo, seja ele qual for, deve ser a preocupação de rapidamente se fechar as negociações com o Governo da República, que não vão ser nada, nada fáceis, fechar para podermos saber com que contamos, mas sobretudo para a Região poder dispor da liquidez que lhe permita fazer face aos encargos”, afirmou Alberto João Jardim.
No exterior mantinha-se o 'finca pé'. A partir da estrada, o deputado da Nova Democracia, António Fontes, questionava o aglomerado de professores, que se encontrava à varanda, no terceiro andar do edifício: “Este Sindicato dos Professores da Madeira tem condições de, na segunda-feira, negociar com o Governo?”
Baltasar Aguiar juntou-se ao 'coro' para questionar se algum docente pediu para usar da palavra “para protestar pela vergonha”.
No final, o presidente do Governo Regional passou a poucos metros dos elementos do PND, levantando o braço em cumprimento, não obstante as palavras de protesto.
Alberto João Jardim quer discutir a saída...


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