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Universidade criou 6000 novas plantas para reflorestar parque consumido pelos incêndios

21/08/2011 12:50
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Foto Teresa Gonçalves
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O Germobanco Isoplexis da Universidade da Madeira (UMa) vai contribuir com 6000 novas plantas da flora endémica da ilha para reflorestar a área do Parque Ecológico do Funchal que ficou quase completamente destruído pelos incêndios de agosto de 2010.

O coordenador do projecto, Miguel Carvalho, revelou à Lusa que "já foram reintroduzidas seis mil plantas no Parque Ecológico do Funchal" e, com a ajuda dos laboratórios de micropropagação do Lugar de Baixo (concelho da Ponta do Sol), existem "mais mil e duzentas plantas neste momento a serem multiplicadas e germinadas". O especialista da UMa prevê que, "no mínimo, mais cinco mil plantas irão ser reintroduzidas até ao final do ano".

O cientista considera o papel daquela unidade de investigação da Universidade da Madeira, criada em 1996, para desenvolver estudos fundamentais e/ou aplicados na área dos Recursos Genéticos e Biotecnologia, "fundamental" depois dos prejuízos causados pelo temporal de 20 de fevereiro de 2010. "Eu diria que o evento crítico foram as cheias de 20 de fevereiro porque após esse acontecimento houve da parte, quer da câmara municipal do Funchal, quer de outras entidades, a necessidade de identificarem o banco como sendo um agente que poderia contribuir para o esforço que teria de ser realizado por toda a região e pela sociedade e, nesse sentido, foi celebrado um protocolo", explicou.

Miguel Carvalho salienta que, depois da assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal do Funchal e o Germobanco, "o número de espécies silvestres cresceu" no banco de sementes, pois a unidade "ajudou na elaboração do plano de recuperação elaborado pela câmara do Funchal e na identificação das espécies nativas da zona, a recuperação de material de propagação e a sua utilização para criar um stock".

Este responsável diz que o 20 de fevereiro acabou por precipitar e, ao mesmo tempo, salvar as espécies que hoje estão a ser reintroduzidas.

Explicitou que "esse material está a ser utilizado para realizar sementeiras e reintroduzir as espécies no terreno, em zonas já devidamente preparadas", e para multiplicar e preparar o material para obterem plantas que serão depois transferidas já num estado de crescimento avançado para o próprio terreno.

O papel do Germobanco não passa só pela identificação das espécies, mas também pela necessidade que existe em saber qual a disposição que devem ter no terreno e em que sucessão. "O parque ecológico tem quase mil hectares, portanto, há aqui várias questões científicas que é necessário ter em atenção e que podem condicionar o esforço", avisou, ressalvando que "as plantas estão adaptadas para diferentes cotas, para diferentes condições ecológicas e edafo-climáticas".

Concluiu afirmando que a principal preocupação foi identificar "quais eram as condições propícias para colocar cada uma das espécies", tendo depois a preocupação de procurar plantas que estão adaptadas ao próprio local e "evitar a introdução de plantas que são estranhas ao próprio ecossistema".
 

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Parque Ecológico do Funchal, tudo bem. E o resto da ilha?! Só vejo preocupações com o Parque Ecológico do Funchal. E a cordilheira central que abrange Ribeira Brava, Câmara de Lobos, Curral das Freiras e Santana?! Aquilo está a ser tomado pelas espécies invasoras e poderão dizer adeus ao Património Mundial da UNESCO...

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