O geógrafo e ambientalista Raimundo Quintal divulgou, através de correio electrónico, várias fotos que considera serem sinal de negligência e irresponsabilidade mais de um ano após a tragédia de 20 de Fevereiro.
Na mensagem que enviou à sua vasta lista de contactos, disponibiliza algumas imagens de três casos "pouco dignificantes para a imagem desta Região Autónoma e cuja responsabilidade não pode ser assacada ao poder central".
"Quase um ano e meio após a aluvião de 20 de Fevereiro de 2010, ainda não houve dinheiro para construir os varandins nas margens da Ribeira de
João Gomes e o reservatório de gás do edifício Anadia, que quase foi destruído pela cheia repentina, mantém-se sobre a ribeira e sem uma vedação. Como é possível confirmar pelas fotografias, até uma criança pode atingir com facilidade os dispositivos de segurança. O que ali está é revelador de
negligência e de irresponsabilidade", sublinha.
Raimundo Quintal destaca ainda o Jardim do Campo da Barca que continua à espera duma recuperação. "Passo todos os dias por ali e fico com a sensação que
aquilo não é um recanto do Funchal. Mais parece um jardim de Katmandu, uma cidade deprimente lá longe no degradado Nepal".
Finalmente, faz uma chamada de atenção para o perigo que espreita quem circula na Estrada Regional 103, entre o Monte e a Ribeira das Cales. São muitos os blocos rochosos em equilíbrio instável nos taludes sobranceiros à estrada. Os casos mais graves localizam-se junto ao Pico Alto e na zona da Corujeira.
"O dinheiro da Lei de Meios deve ser usado para resolver estes e outros graves problemas que mancham a imagem da Madeira e colocam em risco a vida dos madeirenses e dos turistas. Não é para brincar aos portos e às marinas", conclui.
Ele vai saír da União Europeia? Vai para...


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