Antes prevenir que remediar. A capitania do Porto do Funchal não põe de parte a possibilidade de colocar bóias sinalizadoras no interior da pontinha.
A medida está a ser estudada, em conjunto com a APRAM, administração dos portos, depois do instituto hidrográfico ter feito medições no fundo do mar, junto ao cais da cidade e ter concluído que em algumas zonas a profundidade é agora mais reduzida.
Amaral Frazão, comandante da Zona Marítima da Madeira explica o que motivou o aviso que entretanto já foi feito à navegação marítima. “Eu entendi que numa situação como esta importaria antes de mais, colocar e difundir esta informação na forma de um aviso à navegação (...) para que os navegadores em particular os de recreio e pequenas embarcações de pesca tenham algum cuidado, cuidados redobrados, na prática destes espaços incluindo também o fundeadouro de pesca e recreio que está determinado na carta para leste do cais da cidade”.
Amaral Frazão diz que agora vão ser tomadas medidas de segurança para garantir todas as condições de navegabilidade no interior do porto do Funchal que podem ser de dois tipos: O assinalamento com algumas boias sinalizadoras para que “visualmente os navegadores se apercebam melhor de quais são as áreas afectadas ou condicionadas” e também se se justificar “podemos em conjunto com a autoridade portuária fazer uma alteração à carta náutica oficial para dar conta desta alteração como também do volume que neste momento existe que é este depósito temporário de inertes”. São medidas que estão ainda em estudo mas que devem ser concretizadas para garantir a segurança dos navios que utilizam o porto do Funchal.
À TSF, Amaral Frazão diz que não recebeu até ao momento qualquer indicação de incidentes com navios que atracaram no molhe da pontinha apesar de haver relatos de que alguns navios tinham batido no fundo aquando da manobra de atracagem. O capitão do porto diz que não tem qualquer informação nem qualquer possibilidade de a confirmar porque “não chegou ao meu conhecimento qualquer facto oficial dessa natureza” justifica.
Amaral Frazão diz ainda que não há nenhuma informação de que a diminuição da profundidade junto ao cais do Funchal esteja relacionada com o aterro na avenida do Mar. “Não sei se há aqui uma correlação entre uma circunstancia e outra. O que lhe posso dizer é que os trabalhos de dragagem são sempre trabalhos contínuos de maneira que a esse facto não será também alheio as descargas que tem havido e que são visíveis que vem ao longo das ribeiras. Portanto não lhe posso responder objectivamente porque não tenho conhecimento de factos para lhe poder dar uma resposta completa e certa sobre essa matéria.” remata.
Sobre este assunto a TSF procurou ainda ouvir Bruno Freitas contudo, foi-nos informado, através do gabinete de imprensa, que o presidente da APRAM nada tem a acrescentar ao que referiu o capitão do Porto, pelo que recusou dar mais explicações.
Isto que vou dizer,nao se enquadra bem no...


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