Raimundo Quintal, geógrafo e antigo vereador da Câmara do Funchal, não tem dúvidas que o aterro está a obstruir a foz da ribeira de Santa Luzia e da ribeira de João Gomes e lamenta que, da parte de quem decide, não exista "uma pinga de humildade" para reconhecer o erro. Segundo diz, enquanto se insistir nesse erro, as ribeiras vão continuar a assorear na foz e vai continuar a haver necessidade de desassorear a zona do porto do Funchal. Até porque, desde os incêndios de Agosto e a destruição do urzal na cordilheira central, todo o litoral sul está mais desprotegido e à mercê da Natureza.
O antigo vereador reconhece, no entanto, que para o que se passou esta madrugada contribuiu a chuva intensa e a maré cheia, mas esses factores não explicam tudo. Houve e há obstrução da foz da ribeira de Santa Luzia feita pelo aterro e o pior, salienta, "é que os camiões estão no terreno a retirar pedra da ribeira para colocar no mesmo aterro, isto é um ciclo vicioso". Agora, como estão as serras e com este aterro, "não é preciso chover metade do que choveu a 20 de Fevereiro para ter as ribeiras a transbordar".
O geógrafo louva, no entanto, o esforço da Câmara do Funchal na limpeza da Avenida do Mar, no seu esforço para manter a cidade operacional.
Isto que vou dizer,nao se enquadra bem no...


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