Raimundo Quintal volta a insurgir-se contra o aterro

07/12/2010 20:51
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O geógrafo Raimundo Quintal voltou a criticar ontem, em mensagens por e-mail, a situação do aterro do Porto do Funchal. Recorde-se que já anteriormente Quintal tinha divulgado um conjunto de fotografias e um curto texto sobre a evolução da linha da costa na baía do Funchal no último ano.

"Com essa missiva pretendia tão só apelar à reflexão, incentivar o debate sobre o futuro duma das unidades de paisagem mais emblemáticas e sensíveis da Madeira. Nas regiões onde a educação e a cultura são imperativos, os cidadãos opinam sobre os problemas do ambiente e participam activamente na criação de soluções sustentáveis. Nas regiões estigmatizadas pelo betão e pela má-criação, os chefes decidem e depois encomendam projectos, que, antes de qualquer debate público, são executados o mais rápido possível por um séquito incapaz de dizer não".

"Depois de dois dias", prossegue o geógrafo e ambientalista, "com as ondas a transportar pedras, terra e areia para o interior do porto, os camiões voltaram a descarregar materiais retirados das ribeiras no limite sul do aterro. Quem publicamente se indigna perante esta loucura, que só terminará quando encalhar um navio de cruzeiro, é acusado de inimigo da Madeira e mimoseado com o habitual cardápio de impropérios. Devido à insensibilidade e à arrogância, a baía do Funchal está a ser descaracterizada por quem deveria ter a responsabilidade de salvaguardar a sua extraordinária beleza. Arrastam-se as obras do edifício teimosamente implantado junto à Avenida Sá Carneiro, ainda não houve dinheiro para criar um jardim florido na rotunda à saída do porto e para plantar umas bungavílias no talude localizado à frente dos olhos de milhaes de turistas que saem do molhe da Pontinha, mas terá de ser construído mais um cais a sul da Avenida do Mar só porque numa noite de alucinação alguém decidiu que assim seria. Quanto vai custar? Quem vai pagar? Quais os impactos na circulação marítima no interior da baía e qual a interacção com o regime torrencial das três ribeiras? Quais impactos na imagem da cidade? Tudo minudências de ecologistas ressabiados!

O vento acabou com o balão, o mar encarregou-se de provar que o projecto do Toco é inviável e o bom senso recomenda que o aterro e toda aquela cangalhada do Vagrant desapareçam da baía. Ao invés, muito ficaria valorizada a paisagem do Funchal com uma praia de areia preta e águas transparentes rente à Avenida do Mar", opina Raimundo Quintal, que defende que "é tempo dos madeirenses, que não querem que a sua ilha seja identificada no exterior como o reino do betão e da má-criação, começarem a pensar num Movimento de Salvação da Baía do Funchal".

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Comentários

Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de opiniăo.
Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.

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Alguém se lembra do calhau de S. Lázaro que foi substituído pela estrada da pontinha, impedindo que as ondas de inverno embatessem nas rochas da Quinta Vigia?
Do pilhar de Banger encaixado na entrada do cais?
Da pontinha apenas até ao molhe? E da sua ampliação alguém está lembrado?
Dos esgotos a céu aberto junto à lota?
Dos carros de bois a espalhar bosta pela baixa do Funchal?
Pois é! Tudo foi descaracterizado ao longo do tempo, onde à séculos atrás a Avenida do Mar, veio substituir todo o entulho que antigos eventos da erosão das montanhas enviou para a orla marítima…
Já os nossos antepassados com certeza diziam que essas obrazitas, tal como as actuais, descaracterizavam a “emblemática” baía dos funchos!
Os problemas criados a montante encarregar-se-ão de “tapar” estas tais obrazitas que vamos a fazer a jusante!
Os nossos netos e bisnetos, ainda irão escrever sobre estes assuntos…
Como diz o ditado popular, “entre mortos e feridos alguém vai escapar”!

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Sr. Raimundo Quintal, uma vez usei o seu livro das levadas, não acertou uma, para quando uma rectificação?

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Estou de acordo que se faça o que pretendem no aterro, desde que os Srs Secretarios e Presidente do Governo Regional se comprometam a vestir um escafrandro e mergulhem dentro das aguas do porto e façam um desassorianmento continuo.

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Subscrevo na integra a opinião do Drº Raimundo Quintal, por Amor de Deus vamos Combater este atentado ambiental, Acordemos para a vida, estão cada vez mais a destruir a nossa terra por culpa nossa, estamos claramente a perder o nosso pão para a boca que é o turismo que tanto nos faz falta, Axam que alguém vai quer continuar a visitar uma ilha de betão e com as atrucidades que se fazem por ai à nossa linda paisagem natural, possa nós já estamos a sofrer em muito com esta politica desorganizada, é muito barão a enxer o bolsos com essas obras, que nos dão palmadinhas nas costas, e por trás ainda gozam que nos conseguem enganar com estas politicas.
EU DIGO CLARAMENTE UM BASTA.

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Será que há documentos no wikileaks sobre a ditadura na Madeira? Bem ainda falta 249.000 documentos a revelar espero encontrar alguns da éra Jardim.......
Fim para este regime

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Acho que o governo tem de parar e pensar no que estão a fazer a baía do Funchal.Esse aterro é uma vergonha para a Madeira,pois "apaga" a beleza da nossa cidade sem falar nas consequências desastrosas que traz ,não só em termos ambientais,mas turísticos também. Dá um aperto no coração quando oiço turistas a falar mal do aterro e a dizer que tira a nossa beleza,mas eles têm razão.Por isso toca a agir e acabar com essas ideias parvas que os representantes do governo regional têm

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Acabem com esta conversa mole e toca mas é a agir!
Julgo que é dever de todos os funchalenses e madeirenses pugnarem pela defesa da baía do Funchal e do seu anfiteatro. Há meios judiciais que podem e devem, desde já, ser accionados no sentido da defesa de nosso património e de travar certas veleidades dos mandantes habituais. Estudos e debates, sim senhores, fazem parte das regras mais elementares duma sociedade democrática, onde as decisões, participadas pelos cidadãos, são, sem qualquer margem para dúvidas, as melhores. Porém, agora, é tempo de se levar em frente o movimento sugerido pelo Prof. Doutor Raimundo Quintal.

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Será que um dia destes os madeirenses vão ser confrontados com o nascimento de mais um centro comercial no lugar do Teatro Baltazar Dias ou, quiçá, em vez da Sé?!!...

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Sem a protecção devida não há aterro que resista.
Mesmo com protecção tenho as minhas duvidas se aquilo que ali for contruido não será um continuar de faz e desfaz.
Para isso ja nos basta a Barreirinha, o Lido, a praia de areia da Calheta.
O aterro foi deitado ali porque no dia da desgraça era a solução mais viável e devido a rapidez que a situação exigia na limpeza das ribeiras.
relembro que as estradas da baixa estavam todas elas muito danificadas e algumas totalmente obstruídas.
A grande questão `e DINHEIRO para tirar aqueles milhares de m3 dali, e de um local seguro onde o deitar.
Alem disso temos de somar o corropio de camiões dentro da cidade, o acumular de poeiras e a degradação das estradas.
Soluções, dinheiro e obras para ontem `e o que se apresenta mais necessário.
Quase um ano depois `e tudo bla, bla, estudos para aqui e para ali, promessas e mais promessas....
Chega! ao trabalho.

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Lamento que a moderação não esteja a funcionar como deve ser porque há intervenções que nada trazem de útil à discussão e são só para denegrir e distribuir o tal cardápio de impropérios.

Reparo também que quase tudo o que seja a favor do Dr. Raimundo tem classificação negativa, enquanto que quase tudo o que lhe seja contra tem classificação positiva. Até parece que alguém andou a juntar tropas para fazer classificações...

Os políticos estão para arranjar soluções aos problemas. A questão é: aquele material não deve estar ali porque causa uma série de outros problemas que o Dr. Raimundo já se fartou de identificar. A solução, seja ela qual for, tem de endereçar essa situação e não criar outros problemas piores.
Se não arranjam soluções demitam-se e dêem o lugar a outros com mais ideias. É bom que o Dr. Raimundo tenha sugestões mas cabe aos políticos trabalharem, é para isso que lhes pagam, que lhes dão carros, que lhes pagam viagens, que lhes pagam almoços, que lhes levam os filhos às escolas...

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