Parteiras portuguesas reivindicam autonomia para prescrever medicação e tratamentos

19/11/2010 17:12
Lusa
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As enfermeiras parteiras portuguesas vão exigir que a Ordem dos Enfermeiros contemple a autonomia destas profissionais especializadas para prescreverem medicamentos e exames na área da vigilância pré-natal e pós-parto em casos de gravidez considerada normal.

Esta reivindicação é um dos temas da 3.ª Conferência das Parteiras Europeias (EMA - European Mildwives Association) e da Associação de Enfermeiros Obstetras, que decorre até sábado no Funchal, com a participação de cerca de uma centena destes profissionais de saúde de 23 países.

"Vamos abordar temas pertinentes, nomeadamente a liderança, o desenvolvimento das competências, sendo uma específica que os enfermeiros portugueses não têm, que é prescrição de exames e medicamentos vocacionados para mulher, sobretudo na vigilância pré-natal e pós-parto", disse a presidente da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras.

Dolores Sardo acrescentou que estes profissionais especializados querem "assumir na plenitude a vigilância pré-natal, pois veem relegado para segundo plano este conhecimento, sendo as mulheres vigiadas por enfermeiros e médicos de família, pessoas sem formação específica nesta área".

Realçou que esta "é uma das exigências das parteiras portuguesas, que é ver contemplada pela Ordem dos Enfermeiros - entidade que regula estes profissionais - esta área de competência".

"Quando falamos de prescrição, não queremos ser médicos, mas enfermeiros especialistas que, à semelhança de outros colegas de países europeus, têm autonomia para prescrever determinados medicamentos, exames, protocolos de ecografias e drogas protocoladas, necessários à vigilância da gravidez normal, sem patologia", explicou.

Dolores Sardo salientou que "os enfermeiros em Portugal não prescrevem medicação" e "querem esta área específica para vigilância pré-natal, pós-parto e parto".

Referiu que já foram feitas "diligências para chamar a atenção da bastonária da Ordem dos Enfermeiros e do colégio da especialidade para pôr em pleno esta área de actividade, que está contemplada na directiva europeia como função autónoma da parteira".

"Não queremos usurpar as funções de outros profissionais, queremos trabalhar numa equipa transdisciplinar, onde todos tem sua função e se respeitam", sublinhou.

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Comentários

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Acho graça aos ignorantes que vem para aqui escrever coisas estúpidas... nem sabem a diferença ente um médico de família e um clinico geral...mas enfim...Quanto ao comentário do erro de timing das ecografias, do ácido fólico e da amamentação, devia era levar um processo judicial, por vir para aqui caluniar todos os médicos que trabalham como deve de ser... mas enfim. Qualquer caluniador sem escrupulos vem para aqui dizer o que quer...

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Concordo consigo quanto os processos judicias contra quem nao trabalha direito... Quanto à calúnia, ela nao existiu... se esta a comentar-me, penso que terá inteligência suficiente para entender que falei em termos gerais e que claro, há medicos de familia quen são hiper competentes, assim como EESMOs ignorantes.... agora que os erros sao mais que muitos e q tenho corrido varias vezes , disso nao tenha duvida. e para terminar, por ter todos os escrupulos e porque amo e sei fazer aquilo que eu estudei, grito bem alto: AS PARTEIRAS DEVEM SIM PRESCREVER AUXILIARES DE DIAGNOSTICOS E SIM DEVEM PODER PRESCREVER ALGUMA MEDICAÇÃO. nao é roubar o medico. é ajuda-lo a estar mais livre para aquilo em que é insubstituivel, como acontece la fora, nos paises REALMENTE desenvolvidos.... mas os lobbies ficam feridos com essas verdades, certo? tambem se poderia porcessar judicialmente quem afirma que as parteiras nao têm essas competências ou diz que so com elas as gravidas FISIOLÓGICAS correm mais riscos....

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Como é que as parteiras ajudam o Médico de Família a estar mais livre ao prescreverem EAD e terapêutica farmacológica???!! A realidade dos outros países é distinta, a organização do sistem,a de saúde é diferente. É completamente diferente um General Practitioner de um Médico de Família! A vigilância de uma gravidez normal tem sido feita por quem tem competência para isso e no melhor local, nos cuidados de saúde primários (CSP) que têm o contacto mais próximo com a comunidade. Não comparemos o rácio de 10 enfermeiros para 1 GP como é o caso do Reino Unido, com o nosso. Bem sei que temos uma pirâmide de nível de cuidados invertida em que existem mais médicos hospitalares que nos CSP. Bem sei que a disparidade ainmda é maior entre enfermeiros nos hospitais e nos CSP. Como o desemprego já aperta há que procurar novos nichos... Isso sim é um lobbie!!

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Vou explicar o que é óbvio: temos uma lei (9/2009 de 4 de março) que, como lei que é, deveria ser aplicada desde a sua publicação mas EFECTIVAMENTE NÃO É!!
Não temos o mesmo sistema que lá fora...Ok concordo.... mas se o nosso sistema tem muitas falhas (porque não há dúvidas nisso, pois não??) então porque não copiar o melhor que há de fora??? ou queremos ser orgulhosamente diferentes e não obrigatoriamente melhores?
Quanto ao alívio evidente do médico de família se a parteira prescrever EAD e alguns fármacos.... Bolas, qual a dificuldade em entender????? Mas eu explico:
Hoje temos a grávida que vai ao EESMO avaliar os parâmteros vitais, o FCF, a AU, o teste combur à urina, os ensinos, o preenchimento do BSG... o que resta ao médico? meditar sobre os dados que o EESMO recolheu ( e que ele próprio já estudou e ensinou o que tinha a ensinar à grávida baseado nestes mesmos dados) e passar os ditos EAD e eventualmente alguns fármacos. Ora se essa parte passasse para a Parteira (EESMO) então o que resta ao médico de família...: NADA! TEMPO LIVRE! Para o quê? Para aumentar as consultas livres para outros grupos de risco, evitar que as pessoas cheguem ao CS ás 7h da manhã para ganhar vez nas vagas, por falta de agenda livre (eventualmente ocupada com grávidas fisiológicas), até, quiçá, reduzir o recurso ao SASU por não se ter conseguido vaga no horário útil... Em suma: a parteira (EESMO) passaria a fazer algo parecido com o britânico LED-MIDWIFE CARE (cientificamente provado ser um sistema que as grávidas gostam e que NÃO acarreta qualquer aumento de risco ou desfechos negativos na gravidez de baixo risco), e os médicos não passariam a inúteis, pelo contrário ganhariam ainda mais importância junto das situações em que não são substituíveis!!!! Sabem, por exemplo que em França, as parteiras podem inclusive passsar alguns tipos de "atestados médicos"? Não queremos isso. Queremos trabalhar em conjunto com os médicos, aplicando a lei - 9/2009 de 4 de Março - e, NO 1º SINAL DE PATOLOGIA a grávida é evidentemente encaminhada para os cuidados do médico pois patologia é onde o médico é INSUBSTITUÍVEL, IMPORTANTÍSSIMO ETC...patologia é da alçada do médico. fisiologia, não é um exclusivo médico!
Só para terminar, e sem muito mais delongas, pensem nos milhões que se pouparaim se as consultas de gravidez de baixo risco fossem realizados só por um profissional: metade de recursos humanos utilizados, metade do tempo.... ainda por cima sendo o profissional mais caro (médico) que é reencaminhado para outras situações não menos importante mas em que, mais uma vez, onde ele é insubtituível, qual a dúvida sobre a melhoria dos cuidados prestados em termos de celeridade, disponibilidade e de poupança económica? será necessário pós.doutoramento para entender isso?
Nada mais tenho a acrescentar. Expliquei do melhor que pude.

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Vamos por partes. É necessário um enfermeiro obstetra para fazer aquilo que diz? Isso é feito por um enfermeiro no Centro de Saúde sem necessitar de se especializar. Cada Centro de Saúde deve ter a sua forma de se organizar, mas a AFF costuma ser realizada pelo médico assim como a AU e o preenchimento dos dados no BSG. Noutros provavelmente é o próprio médico a fazer o teste combur entre outras coisas.
Chegámos a ser um dos melhores sistemas de saúde do mundo, melhores que o Reino Unido por exemplo (chegámos a ser o 12º melhor). Não temos por cá guidelines do NICE nem nada que se pareça. No estrangeiro 8conheço melhor o Reino Unido) até os auxiliares fazem flebotomias, lavagem dos ouvidos, aconselhamento dietético, etc. São realidades bem diferentes. A percepção que tenho (pelo menos no meu distrito) é que os enfermeiros obstetras estão todos em meio hospitalar até porque por serem mais dispendiosos que os enfermeiros não especialistas não abrem vagas para os Centros de Saúde.
Por outro lado faz parte das competências do Médico de Família o planeamento familiar, saúde materna, saúde infantil, etc. Está presente em todas as fases do ciclo de vida familiar e é isso que faz com que possa intervir da melhor forma, prestar cuidados de forma mais continuada e personalizada. Não concordo nem creio que nenhum Médico de Família concorde em deixar de prestar cuidados a grávidas. Não conhece apenas a grávida durante a gravidez, por vezes chegou a seguir a gravidez da mãe da actual grávida, acompanhou o seu desenvolvimento nas consultas de saúde infantil. Em Portugal não existem General Practitioners existem Médicos de Família que é uma coisa muito diferente.
Em que contexto trabalhariam os enfermeiros obstetras? No domicílio? No Hospital? Na USF ou UCSP?
Na minha USF não existe qualquer problema de acessibilidade em relação às grávidas.
Esta posição dos enfermeiros obstetras (que além do intento expressa explicitamente desrespeito pelos profissionais dos CSP) tem como objectivo suprir uma necessidade da sociedade (o que não me parece nada) ou dos próprios enfermeiros obstetras?

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Acompanhei a minha mulher nas aulas de preparação pré-parto e recuperação pós-parto no Centro de Saúde da minha área de residência... fiquei extremamente impressionado com os saberes da enfermeira obstetra que deu o curso, clareza, segurança, oportunidade e confiança que incutia nos casais. Já agradeci e repito o agradecimento: muito obrigada senhora enfermeira obstetra.

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Concordo com maior responsabilização profissional e subscrevo a possibilidade de prescreverem, exames auxiliares de diagnóstico incluídos...nas suas consultas de enfermagem da respectiva especialidade, em colaboração estreita com o medico da especialidade que segue a gravida aliviando e permitindo ao clínico seguir o dobro das clientes....nesta perspectiva a autonomia da consulta de enfermagem é assegurada e o seguimento médico obrigatório....isso acontece em Londres...

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ah.. e quanto ao pós natal..... era giro que se divulgasse a diferença entre o número de 1ªs consultas de gravidez e as de revisão do puerpério.... basicamente ou 90% das mulheres abortam, ou ela nunca é feita! ou pelo menos nunca é registada... Das 2 uma... ou só trabalho com os maus das fita em termos de medicina geral, ou então a vossa formação, por ser geral, não é a mais adequada para o que é fisiológico! Porque não se dedicam àquilo em que são hiper importantes e insubstituíveis? tipo grupoas de risco (hipertensos, diabéticos, ...), doenças sazonais, etc.... cada macaco no seu galho mais adeuqado... clinico geral, doenças gerais... Enfermeiros obstetras, gravidez fisiológica!

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Carriça..... e por acaso consegue comparar alguns meses de formação em Obstetrícia dos clínicos gerias com os 2 anos de especialização dos enfermeiros??? eu explico-lhe: Não têm nada a ver, e claro os Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica estão MUITO mais preparados para a vigilância da gravidez fisiológica... Assim como os clínicos gerais são os imbatíveis para realizar... clínica GERAL, sem especificidade! A prova está a vista todos os dias: ecografias pedidas em alturas erradas, ácido fólico prescrito por rotina até ao parto, magnésio prescrito até ao parto, ferro prescrito por rotina mesmo com hemoglobinas de 13, amamentação quase que PROSCRITA a partir dos 4 meses com a introdução errada de papas, quando a amamentação está a correr sem dificuldades.... Os enfermeiros especialistas fazem a diferença SIM... Isto pode é chatear alguns lobbies,... Temos pena!

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concordo plenamente com a prescrição de medicamentos por enfermeiros especialistas e pf...

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