As enfermeiras parteiras portuguesas vão exigir que a Ordem dos Enfermeiros contemple a autonomia destas profissionais especializadas para prescreverem medicamentos e exames na área da vigilância pré-natal e pós-parto em casos de gravidez considerada normal.
Esta reivindicação é um dos temas da 3.ª Conferência das Parteiras Europeias (EMA - European Mildwives Association) e da Associação de Enfermeiros Obstetras, que decorre até sábado no Funchal, com a participação de cerca de uma centena destes profissionais de saúde de 23 países.
"Vamos abordar temas pertinentes, nomeadamente a liderança, o desenvolvimento das competências, sendo uma específica que os enfermeiros portugueses não têm, que é prescrição de exames e medicamentos vocacionados para mulher, sobretudo na vigilância pré-natal e pós-parto", disse a presidente da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras.
Dolores Sardo acrescentou que estes profissionais especializados querem "assumir na plenitude a vigilância pré-natal, pois veem relegado para segundo plano este conhecimento, sendo as mulheres vigiadas por enfermeiros e médicos de família, pessoas sem formação específica nesta área".
Realçou que esta "é uma das exigências das parteiras portuguesas, que é ver contemplada pela Ordem dos Enfermeiros - entidade que regula estes profissionais - esta área de competência".
"Quando falamos de prescrição, não queremos ser médicos, mas enfermeiros especialistas que, à semelhança de outros colegas de países europeus, têm autonomia para prescrever determinados medicamentos, exames, protocolos de ecografias e drogas protocoladas, necessários à vigilância da gravidez normal, sem patologia", explicou.
Dolores Sardo salientou que "os enfermeiros em Portugal não prescrevem medicação" e "querem esta área específica para vigilância pré-natal, pós-parto e parto".
Referiu que já foram feitas "diligências para chamar a atenção da bastonária da Ordem dos Enfermeiros e do colégio da especialidade para pôr em pleno esta área de actividade, que está contemplada na directiva europeia como função autónoma da parteira".
"Não queremos usurpar as funções de outros profissionais, queremos trabalhar numa equipa transdisciplinar, onde todos tem sua função e se respeitam", sublinhou.
Isto que vou dizer,nao se enquadra bem no...


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