"Com o devido respeito que eu tenho pelas senhoras que me ouvem e pelas minhas colegas, uma das coisas que eu queria pedir era que houvesse serenidade, porque se os médicos começam a vir para a praça pública discutir como estão a discutir, era melhor pedir ao Governo que não faça um hospital mas que faça um bordel. A gente tem de discutir as coisas é dentro da nossa casa". Foi desta forma que Marcelino Andrade, médico ortopedista e hoje chefe-de-equipa da especialidade no serviço de urgência reagiu à greve decretada naquele serviço hospitalar.
Na qualidade de porta-voz do SESARAM, Marcelino Andrade não quis revelar números concretos de adesão à greve, mas admitiu que a maioria dos médicos aderiu à greve. Sobre os motivos que levaram à paralisação, o médico disse que estão "parcialmente resolvidos", caso da situação de Miguel Vieira. Quanto às outras razões que estão na origem do protesto, o clínico considera que deveriam "ser revolvidas em diálogo com as chefias".
Marcelino Andrade garantiu que os serviços mínimos estão assegurados, todas as urgências e cirurgias vão ser realizadas.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) confirmou os dados avançados esta manhã ao DIÁRIO, referindo que três médicos em serviço normal, três asseguram os serviços mínimos (urgência) e três médicos em férias e em comissão gratuita de serviço, os quais viram recusados o pedido de
cancelamento das férias e comissão para poderem fazer greve.
"Para uma greve que não ia acontecer e não era mais senão trapalhadas do SIM, aguardamos com serenidade os números que o CA do SESARAM vai
apresentar, habituados que estão a deturpar a realidade e a surpreenderem-se com uma greve amplamente anunciada e que todos sabiam que iria ser efectiva", adiantou o SIM.
Maria Manuela de Jesus, 59 anos, veio esta manhã do Estreito de Câmara de Lobos para uma consulta de ortopedia. Admitiu que embora já tivesse conhecimento da greve tinha esperança que seria atendida. Ao chegar não lhe foi prestada qualquer informação em contrário. Nas consultas externas retirou a senha para consulta e foi logo chamada para uma sala onde lhe foi dito a marcação de hoje tinha sido adiada para o dia 17 de Janeiro 2011. Esta foi uma das 36 consultas que estavam previstas para esta manhã e que foram canceladas.
O DIÁRIO apurou há instantes que as 24 consultas agendadas para a tarde foram igualmente canceladas.
Isto que vou dizer,nao se enquadra bem no...


12 comentários



